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	<title>Rafael Greca</title>
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	<description>Blog do Rafael Greca</description>
	<pubDate>Mon, 26 Apr 2010 12:40:51 +0000</pubDate>
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		<title>Curitiba tem novo Bispo</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Feb 2010 18:58:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rafaelgreca</dc:creator>
		
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Neste fevereiro (dia 10)&#160; o Papa Bento 16 nomeou um curitibano para bispo auxiliar da Arquidiocese cat&#243;lica da capital do Paran&#225;: Monsenhor Rafael Biernaski. Saudamos com alegria sua nomea&#231;&#227;o.
O novo bispo da Igreja Cat&#243;lica, filho dos agricultores Bernardina e Ign&#225;cio, foi pi&#225; catador de pinh&#245;es na ch&#225;cara onde seu av&#244; Estanislau viveu at&#233; os 103 [...]]]></description>
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<p style="text-align: left;">
<input type="image" hspace="5" height="208" width="250" vspace="5" border="1" align="left" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/image/dom%20Rafael.jpeg" />Neste fevereiro (dia 10)&nbsp; o Papa Bento 16 nomeou um curitibano para bispo auxiliar da Arquidiocese cat&oacute;lica da capital do Paran&aacute;: Monsenhor Rafael Biernaski. Saudamos com alegria sua nomea&ccedil;&atilde;o.<br />
O novo bispo da Igreja Cat&oacute;lica, filho dos agricultores Bernardina e Ign&aacute;cio, foi pi&aacute; catador de pinh&otilde;es na ch&aacute;cara onde seu av&ocirc; Estanislau viveu at&eacute; os 103 anos. A propriedade tradicional fica nas colinas do Campo Comprido, junto ao divisor de &aacute;guas do rio Barigui.<br />
Dom Rafael &eacute; sobrinho do bispo de S&atilde;o Jos&eacute; dos Pinhais e militante das causas sociais, dom Ladislau Biernaski, e irm&atilde;o do padre Andr&eacute;, reitor do Semin&aacute;rio Rainha dos Ap&oacute;stolos. Come&ccedil;ou sua carreira eclesi&aacute;stica no Studium Theologicum de Curitiba, ap&oacute;s cursar Filosofia e Teologia na PUC. Ordenado sacerdote na igreja de Santa Terezinha &ndash; no Batel - por Dom Pedro Fedalto em 1981.<br />
Seguiu em miss&atilde;o para Roma onde fez p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o na Pontif&iacute;cia Universidade Gregoriana, obtendo doutorado em Teologia Dogm&aacute;tica, em 2007. A nomea&ccedil;&atilde;o do nosso ilustre e estimado amigo Monsenhor Rafael Biernaski &ndash; que aparece ao nosso lado num restaurante em Roma &ndash; coloca um curitibano na dire&ccedil;&atilde;o da nossa Arquidiocese. Um curitibano ao lado dos demais bispos, o catarinense Dom Dirceu, e os paulistas dom Jo&atilde;o e dom Moacir Vitti.<br />
O novo bispo disse-nos, a Margarita e a mim por telefone: <br />
Fui nomeado no dia de Santa Escol&aacute;stica, irm&atilde; de S&atilde;o Bento, s&iacute;mbolos de f&eacute; e sabedoria crist&atilde;. A minha vida pertence a Deus e quero consumi-la inteiramente a servi&ccedil;o do Evangelho pelo bem da nossa grande Curitiba. Hoje, dia de Nossa Senhora de Lurdes vou reunir todas as for&ccedil;as da ora&ccedil;&atilde;o e pedir b&ecirc;n&ccedil;&atilde;os pela recupera&ccedil;&atilde;o dos doentes a&iacute; no Paran&aacute;.<br />
Volto ao Brasil a 10 de mar&ccedil;o e minha sagra&ccedil;&atilde;o episcopal ser&aacute; na Catedral Bas&iacute;lica, a 15 de abril.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>As possibilidades da memória &#038; as ciladas do esquecimento</title>
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		<pubDate>Fri, 28 Aug 2009 14:14:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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&#160;
Pronunciamento de Rafael Greca na abertura da Bienal do Livro - Curitiba
27 de agosto de 2009
Pediram-me as associa&#231;&#245;es culturais, na Academia Paranaense de Letras, que viesse aqui elogiar Ildefonso Pereira Correia, o Bar&#227;o do Serro Azul, personagem ilustre da hist&#243;ria do Paran&#225;, nascido em Paranagu&#225; em 1849, martirizado pela revolu&#231;&#227;o de 1894,
e recentemente inscrito no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p style="text-align: right">&nbsp;</p>
<p style="text-align: right"><em>Pronunciamento de Rafael Greca na abertura da Bienal do Livro - Curitiba<br />
27 de agosto de 2009</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Pediram-me as associa&ccedil;&otilde;es culturais, na Academia Paranaense de Letras, que viesse aqui elogiar Ildefonso Pereira Correia, o Bar&atilde;o do Serro Azul, personagem ilustre da hist&oacute;ria do Paran&aacute;, nascido em Paranagu&aacute; em 1849, martirizado pela revolu&ccedil;&atilde;o de 1894,<br />
e recentemente inscrito no Livro dos Her&oacute;is da P&aacute;tria que se conserva no Pantheon de Bras&iacute;lia.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Este empres&aacute;rio &ndash; talvez o &uacute;nico empres&aacute;rio m&aacute;rtir da hist&oacute;ria &ndash; tem a ver com a primeira Bienal do Livro de Curitiba pelo fato de haver fundado a Impressora Paranaense. Isto na acanhada Curitiba do long&iacute;nquo ano de 1888,onde prosperavam fortunas socadas em barbaqu&aacute;s e engenhos de erva-mate &ndash; inclusive o primeiro engenho a vapor do Brasil, na fazenda Roseira, propriedade do Bar&atilde;o.</em></p>
<p>A Impressora Paranaense era na &eacute;poca moderna f&aacute;brica de r&oacute;tulos, revistas e livros. <br />
Tirou de suas pedras de li&oacute;z litografadas a perenidade do pensamento simbolista e parnasiano que fundou a comunidade intelectual do Paran&aacute;&#8230;<br />
A ponto de aqui gerar a primeira Universidade do Brasil, em 1912.</p>
<p style="text-align: justify"><em>Perguntar nas ruas da atual Curitiba, quem foi o Bar&atilde;o do Serro Azul nos levar&aacute; fatalmente a perceber que nem todos dele se recordam.<br />
O que n&atilde;o lhe diminui nem os m&eacute;ritos, nem a gl&oacute;ria, nem a import&acirc;ncia.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Isto nos leva a propor uma reflex&atilde;o sobre o atual momento da Cultura.<br />
Estar&iacute;amos vivendo, ao inv&eacute;s de uma Cultura da Mem&oacute;ria, uma Cultura do Esquecimento.</em></p>
<p style="text-align: justify">Sobre <em><strong>As possibilidades da mem&oacute;ria &amp; as ciladas do esquecimento</strong></em>, li recentemente, numa revista italiana, entrevista do poeta &ndash; e art&iacute;fice da liberdade tcheca, presidente VacLav Havel, onde diz:</p>
<p style="text-align: justify"><em>O que est&aacute; acontecendo conosco?</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Cada semana sai uma nova gera&ccedil;&atilde;o de telefones celulares.<br />
Para poder us&aacute;-la voc&ecirc; tem necessidade de instru&ccedil;&otilde;es detalhadas.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A&iacute; voc&ecirc; passa todo seu tempo lendo as novas instru&ccedil;&otilde;es, em vez de ler livros &ndash; sobre pensamento, humanidade e filosofia.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E no tempo livre voc&ecirc; ainda v&ecirc; publicidade na tv, onde uma bela criatura bronzead&iacute;ssima diz que est&aacute; feliz porque usa o &oacute;leo de bronzear mais eficiente, de uma certa marca, que lhe garante as mais poderosas conquistas no amor..a pr&oacute;pria felicidade.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Assim, crescem massas de pessoas que n&atilde;o cr&ecirc;em em nenhum valor.<br />
S&atilde;o as v&iacute;timas da m&iacute;dia, os consumidores indefesos, os consumidores alvo.<br />
A personalidade perde o significado.<br />
S&oacute; cultuam a novidade.<br />
A perigosa e moderna ideologia da inova&ccedil;&atilde;o.<br />
Como um detergente que se escreve sobre ele &ldquo;NOVO!!!&rdquo;<br />
No dia seguinte j&aacute; surge um outro: &#8230; &ldquo;NOVO!!!&rdquo;<br />
Tudo isso fica muito mais perigoso quando esta ideologia de busca do novo &ndash; de mero consumo - se aplica ao processo pol&iacute;tico, &agrave; escolha de prefeitos, governadores, governantes de na&ccedil;&otilde;es. <br />
Numa mudan&ccedil;a fren&eacute;tica perigosa porque substitu&iacute;mos a ess&ecirc;ncia pela tend&ecirc;ncia. O saber pela frivolidade e pelo consumo&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify">Isto me recorda as li&ccedil;&otilde;es de um texto barroco:<br />
<strong>Aquele, de 1674, onde o padre Ant&ocirc;nio Vieira discutia as<br />
L&aacute;grimas de Her&aacute;clito &amp; o riso de Dem&oacute;crito</strong><em><strong>Dem&oacute;crito ria, porque todas as coisas do mundo lhe pareciam ignor&acirc;ncias.<br />
Her&aacute;clito chorava porque tudo - neste mundo - lhe pareciam mis&eacute;rias.<br />
Tinha mais raz&atilde;o Her&aacute;clito em chorar do que Dem&oacute;crito em rir.<br />
Porque, neste mundo, h&aacute; muitas mis&eacute;rias que s&atilde;o ignor&acirc;ncias,<br />
mas n&atilde;o h&aacute; ignor&acirc;ncia que n&atilde;o seja mis&eacute;ria.<br />
</strong></em><br />
Sobre o mesmo tema, refletiram tamb&eacute;m os cl&aacute;ssicos.<br />
Segundo um velho poema de P&iacute;ndaro:<br />
o &aacute;gape dos deuses entediados, s&oacute; melhora&#8230;<br />
quando Zeus, entre ambrosias e n&eacute;ctares, d&aacute; aos homens a Poesia</p>
<p>O que vale mais, as l&aacute;grimas de Her&aacute;clito, ou o riso de Dem&oacute;crito?</p>
<p>&ndash; atrav&eacute;s do gracioso dom da musa Mnemosis (a Mem&oacute;ria), <br />
capaz de permitir a todos contar uma est&oacute;ria que os fa&ccedil;a melhores&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">Contrastemos os texto barroco e o cl&aacute;ssico com dois &iacute;ndices modernos:<br />
O <strong>WORLD VALUES SURVEY</strong> &ndash; que classifica pa&iacute;ses segundo seu &iacute;ndice de felicidade (ou satisfa&ccedil;&atilde;o) coletiva<br />
E o <strong>GLOBAL INFORMATION TECNOLOGY REPORT </strong>que mede a influ&ecirc;ncia da tecnologia numa na&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify">Ser&aacute; verdade que a tecnologia faz rima com felicidade?<br />
Nos tornamos felizes pela posse do &uacute;ltimo iPhone. Ou pela compra de um refrigerador que nos avise que se acabaram os ovos e ordene a ida ao supermercado?</p>
<p style="text-align: justify">Dezenas de outras pesquisas provam: os gadgets eletr&ocirc;nicos nos d&atilde;o uma euforia que, rapidamente, se transforma em frustra&ccedil;&atilde;o.</p>
<p style="text-align: justify">O homem &eacute; um animal adaptativo, em poucas semanas o sentimento de bem-estar pela conquista de uma inova&ccedil;&atilde;o, de uma nova tecnologia, se esvai.</p>
<p style="text-align: justify">Os psic&oacute;logos chamam isto de adapta&ccedil;&atilde;o hed&ocirc;nica: n&atilde;o importa qu&atilde;o apaixonante seja a &uacute;ltima inova&ccedil;&atilde;o, nem qu&atilde;o simples seja a nossa vida:<br />
logo a daremos por superada&#8230;<br />
E n&atilde;o s&oacute;: A satisfa&ccedil;&atilde;o oferecida pelo dinheiro se atenua com o crescente das ambi&ccedil;&otilde;es.</p>
<p style="text-align: justify">O Pr&ecirc;mio Nobel de Economia Daniel Kahneman chama isto de armadilha da expectativa crescente.</p>
<p style="text-align: justify">A armadilha n&atilde;o &eacute; a tecnologia em si, mas o desejo de exibi-la.<br />
O homem &eacute; um animal social, mostrar o objeto mais &agrave; vanguarda, demonstra poder.</p>
<p style="text-align: justify"><em>&ldquo;a posse da inova&ccedil;&atilde;o influi sobre a imagem social&rdquo;, comenta o professor de filosofia da Universidade de Mil&atilde;o, Edoardo Fleisschner.<br />
&ldquo;Os meios tecnol&oacute;gicos exibidos v&ecirc;m em confronto com outros, e conferem um sentimento de supremacia social&#8230;&rdquo;</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A supremacia social de poder falar em l&iacute;ngua estrangeira:<br />
&ldquo;Viu meu novo iPhone, meu new gadget?&rdquo;<br />
O &ldquo;gadget&rdquo; &ndash; o brinquedo novo te distingue. <br />
Pecado que, logo aparece qualquer um, com um outro brinquedo ainda melhor.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E nesta espiral de insatisfa&ccedil;&atilde;o perene, de &aacute;guas tumultuadas, navegam publicit&aacute;rios e a publicidade.</em></p>
<p style="text-align: justify">Isto n&atilde;o quer dizer que o desenvolvimento digital n&atilde;o possa melhorar a nossa vida.<br />
A vida melhora, mas as pessoas se sentem piores.</p>
<p style="text-align: justify">Houve uma grande alegria nas primeiras conquistas da tecnologia. Quando, por exemplo, a m&aacute;quina de lavar roupa, libertou as mulheres donas de casa, do trabalho exaustivo, mon&oacute;tono e repetitivo, da tina, da t&aacute;bua e do tanque&hellip;</p>
<p style="text-align: justify">Fala-se agora, numa nova fase de conquista tecnol&oacute;gica:<br />
As redes de relacionamento, a alegria das comunidades on-line, <br />
a revitaliza&ccedil;&atilde;o de &aacute;reas esquecidas que se tornam espa&ccedil;os abertos wireless aonde &eacute; poss&iacute;vel o encontro.</p>
<p style="text-align: justify">N&atilde;o deixa de ser uma esperan&ccedil;a tudo o que tem sido mostrado nas feiras de Bologna a T&oacute;quio, de SP a Beijing, a tecnologia aplicada &agrave;s dis &ndash;habilidades:<br />
pernas rob&oacute;ticas, capazes de sustentar as pessoas sem for&ccedil;as, de propiciar a satisfa&ccedil;&atilde;o de suas necessidades especiais. <br />
Carebots &ndash; os rob&ocirc;s capazes de assistir doentes e anci&atilde;os.<br />
Sem falar na tranq&uuml;ilidade que o telefone celular d&aacute; &agrave;s fam&iacute;lias para controlar o ir e vir de seus filhos, uma esp&eacute;cie de compensa&ccedil;&atilde;o para os terr&iacute;veis dias de medo e viol&ecirc;ncia que vivemos&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">N&atilde;o &eacute; pouco, mas n&atilde;o &eacute; a felicidade.</p>
<p style="text-align: justify"><strong>Porque quando a tecnologia passou a substituir as rela&ccedil;&otilde;es humanas, tudo ficou mais solit&aacute;rio&#8230; muito mais triste. </strong></p>
<p style="text-align: justify">Pensemos na noite de &oacute;pera, todos juntos no teatro comunal,<br />
No jogo de futebol cl&aacute;ssico, a cidade inteira encontrando-se nas emo&ccedil;&otilde;es do antigo est&aacute;dio&#8230;</p>
<p style="text-align: justify">na paisagem do cinema &ndash; &ldquo;o cinema Paradiso&rdquo; &ndash; que reunia uma comunidade. Isto evoluiu para a TV familiar, <br />
e finalmente chegou &agrave; atual TV individual, acoplada ao telefoninho celular&#8230;</p>
<p style="text-align: justify"><strong>O mundo moderno corre o risco de sofrer da s&iacute;ndrome do click.</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Tudo e r&aacute;pido. <br />
</strong>O que nos faz desligar o celular r&aacute;pido, at&eacute; sem o cumprimento de despedida, pela urg&ecirc;ncia de nos comunicarmos rapidamente com o pr&oacute;ximo.</p>
<p style="text-align: justify">A depend&ecirc;ncia que se cria com os servomecanismos:<br />
O port&atilde;o eletr&ocirc;nico, o sensor que acende a luz.</p>
<p style="text-align: justify">Esta s&iacute;ndrome do click &eacute; perigosa, sobremaneira, para as crian&ccedil;as e os jovens.<br />
Eles n&atilde;o aprendem que &eacute; necess&aacute;rio investir tempo para obter alguma coisa.<br />
N&atilde;o, cada vez que voc&ecirc; faz um click, que voc&ecirc; aciona um bot&atilde;o,<br />
neste mundo que &eacute; reprodu&ccedil;&atilde;o dos &ldquo;v&iacute;deo games&rdquo;, voc&ecirc; obt&eacute;m um resultado.</p>
<p style="text-align: justify">E isto se transfere a todas as a&ccedil;&otilde;es humanas.<br />
N&oacute;s perdemos a cogni&ccedil;&atilde;o da exist&ecirc;ncia do tempo.<br />
A felicidade de transcorrer este tempo</p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>Perdemos o prazer da espera. J&aacute; n&atilde;o ouvimos os sinos das v&eacute;speras&#8230;</em></strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong><em>Afinal, se eu tiro da vida o fator tempo, eu suprimo um fator potencial de felicidade. </em></strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>Diante deste pensamento lapidar do professor italiano Edoardo Fleisschner, fil&oacute;sofo da Universidade de Mil&atilde;o, n&atilde;o posso deixar de recordar os versos de Cec&iacute;lia Meireles:</strong></p>
<p style="text-align: justify"><strong>&Eacute;s prec&aacute;ria e veloz, Felicidade.<br />
Custas a vir e, quando vens, n&atilde;o te demoras.<br />
Foste tu que ensinaste aos homens que havia tempo,<br />
e, para te medir, se inventaram as horas. </strong></p>
<p style="text-align: justify">Sobre esta supress&atilde;o do tempo, e das esperas, provocada pela tecnologia leio ainda Valerie Tib&eacute;rius, da Universidade de Minesotta, que se ocupa de pensar o bem estar e as experi&ecirc;ncias mediadas pela tecnologia.</p>
<p style="text-align: justify">Diz a pensadora: <em>&ldquo;&Eacute; cada dia mais dif&iacute;cil termos uma experi&ecirc;ncia que n&atilde;o seja interrompida por uma chamada de celular, acompanhada da chegada de um podcast (podcasting, palavra derivada de iPod + broadcasting, criada em 2004 na Inglaterra para mensagens com m&uacute;sica+v&iacute;deos+ texto), ou filtrada por lentes de uma telec&acirc;mera.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>&Eacute; sempre mais dif&iacute;cil n&atilde;o ter o di&aacute;logo com um amigo cortado por uma chamada de celular &ndash; que modifica o tom e o conte&uacute;do da reflex&atilde;o.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>As pessoas, com m&uacute;sica constante de fundo, enquanto caminham, s&atilde;o impedidas de perceber o entorno.<br />
Diante do fren&eacute;tico gosto musical do DJ, j&aacute; n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel conversarmos nas festas. Ter&aacute; a vida deixado de ser a arte do encontro?</em></p>
<p style="text-align: justify"><em><strong>As tecnologias tiram tempo ao h&aacute;bito de cultivarmos a palavra, o conto, as est&oacute;rias, e a recorda&ccedil;&atilde;o das emo&ccedil;&otilde;es.</strong></em></p>
<p style="text-align: justify"><em>As tecnologias nos privam do banquete dos deuses, aquele referido por P&iacute;ndaro, que nos torna eternos, <br />
reconciliados com a vida.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>E a suprema tristeza &eacute; o twitter, onde o horizonte inteiro das emo&ccedil;&otilde;es humanas &eacute; restrito a 180 toques. Ali as pessoas anotam o que est&atilde;o fazendo e o que est&atilde;o sentindo, isto porque, a felicidade se esquece depressa&#8230; <br />
E mais depressa ainda&#8230;quando &eacute; uma felicidade virtual.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Toda essa reflex&atilde;o nos remete a este momento auspicioso da abertura da primeira Bienal do Livro na nossa amada cidade de Curitiba.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A cidade dos Far&oacute;is do Saber, das bibliotecas p&uacute;blicas junto aos terminais de &ocirc;nibus, nas Ruas de Cidadania, a cidade com mais bibliotecas p&uacute;blicas de bairro do Brasil &ndash; e qui&ccedil;&aacute; do mundo &ndash;<br />
recebe a partir de hoje a feira do Livro e da Literatura.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>A capital do estado que constr&oacute;i as Bibliotecas cidad&atilde;s, na ambi&ccedil;&atilde;o de n&atilde;o deixar nenhum munic&iacute;pio sem biblioteca e telecentro, recebe a partir de agora a festa da Literatura e do Saber.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Um banquete de felicidade, para ser servido e compartilhado com todos. <br />
Um &aacute;gape dos deuses, onde Mem&oacute;ria e Poesia, Narrativa e Conto, Prosa e Verso&#8230;enfim&#8230; os livros t&ecirc;m o cond&atilde;o de revogar todas as ignor&acirc;ncias e mis&eacute;rias. </em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Os livros, nossos companheiros de jornada, nos ajudam a decifrar o enigma da vida. Nos ajudam a enfrentar estes tempos em que a cultura da mem&oacute;ria parece substitu&iacute;da pela cultura do esquecimento.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>Ningu&eacute;m pode ser contra as tecnologias.<br />
At&eacute; porque escrever no computador, emitir pensamento nos blogs &ndash; estes modernos di&aacute;rios de bordo &ndash; &eacute; delicioso, e eficiente.<br />
Mas , nada substitui o poder da reflex&atilde;o.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>O fil&oacute;sofo espanhol, mestre de comunica&ccedil;&atilde;o moderna, Jesus Martin Barbero, perguntou esta semana em SP,o que aconteceria com a comunidade mundial on- line, com os face-books, com as redes de relacionamento, se faltasse luz, se todos f&ocirc;ssemos todos desligados da tomad?.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>H&aacute;, no interior da alma humana, o poder de supera&ccedil;&atilde;o de todos os medos, todas as mis&eacute;rias, e todas as ignor&acirc;ncias.<br />
H&aacute;, dentro da gente, uma luz que n&atilde;o se apaga.<br />
Sua imagem reflete-se no espelho eterno dos livros.</em></p>
<p style="text-align: justify"><em>S&oacute; os livros nos ajudam a exercer plenamente o poder absoluto e definitivo da reflex&atilde;o. Neles vive eternamente a nossa Humanidade.<br />
Pelos livros podemos perceber as infinitas possibilidades da mem&oacute;ria<br />
E ainda a escapar das ciladas do esquecimento</em>.</p>
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		<title>Greca critica uso exagerado do inglês na Academia Paranaense de Letras</title>
		<link>http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?p=401</link>
		<comments>http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?p=401#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 27 Aug 2009 20:19:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[BLOG]]></category>

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		<description><![CDATA[
&#160;
O presidente da Cohapar, Rafael Greca, discorreu na quarta-feira (26), durante encontro da Academia Paranaense de Letras (APL), sobre o uso exagerado de palavras em ingl&#234;s na l&#237;ngua portuguesa. Com o tema &#8216;A l&#237;ngua portuguesa, nosso patrim&#244;nio cultural&#8217;, Greca disse que a armadilha n&#227;o &#233; s&#243; usar termos em ingl&#234;s de forma exagerada, mas tamb&#233;m [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p>&nbsp;</p>
<p><img height="181" alt="" width="300" align="left" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/foto_01(12).jpg" />O presidente da Cohapar, Rafael Greca, discorreu na quarta-feira (26), durante encontro da Academia Paranaense de Letras (APL), sobre o uso exagerado de palavras em ingl&ecirc;s na l&iacute;ngua portuguesa. Com o tema &lsquo;A l&iacute;ngua portuguesa, nosso patrim&ocirc;nio cultural&rsquo;, Greca disse que a armadilha n&atilde;o &eacute; s&oacute; usar termos em ingl&ecirc;s de forma exagerada, mas tamb&eacute;m exibi-las sem tradu&ccedil;&atilde;o. &ldquo; Isso exclui, isola e evita o contato entre as pessoas&rdquo;. Segundo ele, o debate sobre a l&iacute;ngua portuguesa n&atilde;o pode cair na peculiaridade ex&oacute;tica de tentar se proibir as tradu&ccedil;&otilde;es. &ldquo;Toda tradu&ccedil;&atilde;o &eacute; ir ao encontro do outro, de quem ainda n&atilde;o sabe. &Eacute; um ato de educa&ccedil;&atilde;o, que preserva a cultura e a comunidade nacional&rdquo;.</p>
<p>Rafael Greca cita o exemplo oferecido pelo senador Ronaldo Cunha Lima para que se compreenda o que o ingl&ecirc;s tem feito com a l&iacute;ngua portuguesa: &ldquo;fui ao <strong>freezer</strong>, abri uma <strong>coca diet</strong>, e sa&iacute; cantando um <strong>jingle</strong>, enquanto ligava o meu<strong> disc player </strong>para ouvir uma m&uacute;sica <strong>new age</strong>. Precisava de um <strong>relax</strong>. Meu <strong>check up </strong>indicava<strong> stress</strong>. Dei um <strong>time</strong> e fui ler um <strong>bestseller</strong> no <strong>living</strong> do meu <strong>flat</strong>. Desci ao <strong>playground</strong>, depois fui fazer o meu <strong>cooper</strong>&#8230;&rdquo;.</p>
<p>Ao mesmo tempo que critica o excesso de termos em ingl&ecirc;s na linguagem comum e defende a tradu&ccedil;&atilde;o destes termos, Greca lembra que muitas palavras em portugu&ecirc;s t&ecirc;m sua raiz em outras culturas, um ponto importante para se entender a pr&oacute;pria l&iacute;ngua, j&aacute; que &eacute; um instrumento vivo e dela faz parte todo o interc&acirc;mbio. &ldquo;Observemos o nome de Deus em diversas l&iacute;nguas, desde o indo-europeu at&eacute; o portugu&ecirc;s, que tem a impressionante manuten&ccedil;&atilde;o da semelhan&ccedil;a do Santo Nome em todas as l&iacute;nguas&rdquo;. Ele cita que Deus &eacute;, em latim, Divus, Divo em eslavo, Dyaus Pitah em indiano e Deivai em persa&rdquo;.</p>
<p>O jornalista e membro da APL, Adherbal Fortes S&aacute; J&uacute;nior, comentou a import&acirc;ncia deste debate para a preserva&ccedil;&atilde;o das ra&iacute;zes da l&iacute;ngua portuguesa. &ldquo;A etimologia &eacute; uma coisa important&iacute;ssima para n&oacute;s que vivemos todo dia resolvendo problemas de portugu&ecirc;s e esses problemas geralmente s&atilde;o resolvidos quando voc&ecirc; olha para a origem das palavras. O Rafael Greca &eacute; uma pessoa que tem essa cultura maravilhosa e uma vis&atilde;o pol&iacute;tica do ensino e nos mostrou como voc&ecirc; usa as informa&ccedil;&otilde;es e como essas informa&ccedil;&otilde;es precisam ser, em determinado momento, alertadas sobre uma perda do foco. E foi isso o que ele fez conosco, nos motivou a recuperar o foco&rdquo;.</p>
<p>Para o presidente da Academia Paranaense de Letras, Jos&eacute; Carlos Veiga Lopes, o assunto apresentado por Rafael Greca &eacute; oportuno e deve ser levado para outros p&uacute;blicos. &ldquo;A l&iacute;ngua portuguesa &eacute; um assunto sempre do momento e tem de ser valorizada, principalmente com essa &uacute;ltima reforma ortogr&aacute;fica e com essa invas&atilde;o de palavras estrangeiras. &Eacute; um assunto muito oportuno e seria de fundamental import&acirc;ncia que fosse levada para outros p&uacute;blicos, al&eacute;m da APL&rdquo;.</p>
<p>J&aacute; o reitor da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica do Paran&aacute; (PUC/PR), Clemente Ivo Juliatto, &ldquo;a hist&oacute;ria &eacute; o que n&oacute;s somos, cultura &eacute; isso, &eacute; a l&iacute;ngua, a religi&atilde;o, os costumes do povo, enfim tudo isso, e n&oacute;s temos que preservar, por&eacute;m abertos sempre &agrave;s novidades, pois o portugu&ecirc;s de hoje talvez n&atilde;o seja o mesmo daqui a 200 anos&rdquo;.</p>
<p>Rafael Greca finalizou valorizando o papel da Academia. &ldquo;A APL est&aacute; saindo das suas quatro paredes para tentar provocar um melhor educa&ccedil;&atilde;o do povo paranaense. A nomina&ccedil;&atilde;o do Paran&aacute;, hoje o segundo estado do pa&iacute;s em desenvolvimento, segundo pesquisa da Federa&ccedil;&atilde;o das Ind&uacute;strias do Rio de Janeiro, por seus avan&ccedil;os na educa&ccedil;&atilde;o, cultura e sa&uacute;de, nos d&aacute; a responsabilidade de sermos ainda melhores.&rdquo;</p>
<p><a target="_blank" href="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?page_id=406">:: Clique aqui para conferir mais&nbsp;fotos do encontro ::</a>&nbsp;</p>
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		<title>No Renascimento a palavra Cultura</title>
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		<pubDate>Thu, 07 May 2009 20:18:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[
Est&#225; em cartaz desde o dia 05 de maio, na galeria de arte da Cohapar a exposi&#231;&#227;o &#34;Quilombolas do Paran&#225;&#34;, com trabalhos dos fot&#243;grafos Carlos Ruggi e Fernanda Castro. A exposi&#231;&#227;o &#233; uma pequena mostra da realidade quilombola e retrata a busca pela emancipa&#231;&#227;o e liberdade dos descendentes de escravos, at&#233; os dias de hoje.
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img height="186" width="300" align="left" alt="" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/foto_04(3).jpg" />Est&aacute; em cartaz desde o dia 05 de maio, na galeria de arte da Cohapar a exposi&ccedil;&atilde;o &quot;Quilombolas do Paran&aacute;&quot;, com trabalhos dos fot&oacute;grafos Carlos Ruggi e Fernanda Castro. A exposi&ccedil;&atilde;o &eacute; uma pequena mostra da realidade quilombola e retrata a busca pela emancipa&ccedil;&atilde;o e liberdade dos descendentes de escravos, at&eacute; os dias de hoje.</p>
<p>O fot&oacute;grafo Carlos Ruggi passou uma semana na regi&atilde;o do Vale da Ribeira acompanhando o trabalho de servi&ccedil;o social da Cohapar nas comunidades quilombolas. Segundo ele, o que encontrou l&aacute; foi cruel, mas para Ruggi o governo Roberto Requi&atilde;o teve a sensibilidade necess&aacute;ria para amenizar este processo e vai construir novas casas, respeitando a cultura e as necessidades das fam&iacute;lias.</p>
<p>&quot;&Eacute; um trabalho de demonstra&ccedil;&atilde;o da realidade cultural dos descendentes de escravos, que se refugiaram nos quilombos. Entretanto o trabalho mais bonito vir&aacute; quando as 800 casas programadas para serem constru&iacute;das pela Cohapar este ano estiverem prontas&quot;, pontou Rafael Greca, presidente da Cohapar.</p>
<p><img height="179" alt="" width="280" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/foto_02(1).jpg" />&nbsp;</p>
<p><img height="187" alt="" width="280" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/foto_01(1).jpg" />&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>
<p>&nbsp;<img height="186" alt="" width="280" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog/wp-content/uploads/foto_03(2).jpg" /></p>
<p><em>Na foto 1: O presidente da Cohapar, Rafael Greca, Juarez Rossetim, diretor administrativo e financeiro, Jorge Guerra, diretor de projetos, com o Grupo Afro Cultural Ka-Naombo, na exposi&ccedil;&atilde;o de fotografias de Carlos Ruggi e Fernanda Castro na galeria da Cohapar.&nbsp;</em></p>
<p><em>Na foto 2: Exposi&ccedil;&atilde;o de fotografias sobre os quilombolas de Carlos Ruggi e Fernanda Castro, aqui dan&ccedil;arina do Grupo Afro Cultural Ka-Naombo convida Margarita Sansone e Rafael Greca para dan&ccedil;ar.</em></p>
<p><em>Na foto 3: O presidente da Cohapar, Rafael Greca, com o fot&oacute;grafo Carlos Ruggi, que exp&otilde;e na galeria da Cohapar fotografias dos Quilombolas.</em></p>
<p><em>Na foto 4: Carlos Ruggi e Fernanda Castro, fot&oacute;grafos que exp&otilde;em na galeria da Cohapar fotografias sobre os quilombolas.</em></p>
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		<title>Projeto Casa Quilombola da Cohapar recebe prêmio nacional</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Apr 2009 19:05:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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O projeto obteve destaque entre os demais de moradias de interesse social do Pa&#237;s. O Casa Quilombola faz parte de uma a&#231;&#227;o in&#233;dita do Governo do Paran&#225; para atender as cerca de 80 comunidades de descendentes de escravos no Estado. O planejamento inclui escolas, acesso vi&#225;rio, esgoto e energia el&#233;trica. A cerim&#244;nia de premia&#231;&#227;o aconteceu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img height="215" alt="" width="270" align="left" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog2/wp-content/uploads/1(2).jpg" />O projeto obteve destaque entre os demais de moradias de interesse social do Pa&iacute;s. O Casa Quilombola faz parte de uma a&ccedil;&atilde;o in&eacute;dita do Governo do Paran&aacute; para atender as cerca de 80 comunidades de descendentes de escravos no Estado. O planejamento inclui escolas, acesso vi&aacute;rio, esgoto e energia el&eacute;trica. A cerim&ocirc;nia de premia&ccedil;&atilde;o aconteceu em S&atilde;o Paulo no 56&ordm; F&oacute;rum Nacional de Habita&ccedil;&atilde;o de Interesse Social, da ABC, que re&uacute;ne at&eacute; este s&aacute;bado (18) secret&aacute;rios de Habita&ccedil;&atilde;o de todo o Pa&iacute;s.</p>
<p>Na primeira imagem, o presidente, Rafael Greca, recebe das m&atilde;os do ministro das Cidades, Marcio Fortes, e do prefeito de S&atilde;o Paulo, Gilberto Kassab, o pr&ecirc;mio da ABC pelo projeto Quilombola.<br />
&nbsp;<br />
<img height="190" alt="" width="270" align="left" src="http://www.rafaelgreca.org.br/blog2/wp-content/uploads/2.jpg" />Na segunda imagem, o presidente da Cohapar, Rafael Greca, o Diretor de Rela&ccedil;&otilde;es Institucionais, Do&aacute;tico Santos, a funcion&aacute;ria da Cohapar, Lucilia Maria da Silva, e a equipe da Cohapar que recebeu o pr&ecirc;mio nacional com o &quot;Projeto Casa Quilombola&quot;, coordenada pelo antrop&oacute;logo Gustavo Mussi Augusto e integrada pelos arquitetos Marcelo Ferraz e Carlos Guilherme de Albuquerque Cavalcanti, com quem Greca compartilhou a premia&ccedil;&atilde;o nacional.</p>
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		<title>PR é o primeiro estado a aceitar Minha Casa/Minha Vida</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:30:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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&#160;
Cohapar j&#225; trabalha para come&#231;ar a fazer 44 mil casas

Na Cohapar e na Caixa j&#225; come&#231;amos a trabalhar no programa de habita&#231;&#227;o &#8216;Minha Casa/Minha Vida&#8217; assim que terminou o an&#250;ncio do presidente Lula na quarta-feira (25). Promovemos na quinta (26) reuni&#227;o de Diretoria com os superintendentes da Caixa e do PAC/PR, respectivamente Arielson Bittencourt e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p>&nbsp;</p>
<p><strong><span style="font-size: medium">Cohapar j&aacute; trabalha para come&ccedil;ar a fazer 44 mil casas</span></strong></p>
<p><img height="265" alt="" width="400" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_1(1).jpg" /></p>
<p>Na Cohapar e na Caixa j&aacute; come&ccedil;amos a trabalhar no programa de habita&ccedil;&atilde;o &lsquo;Minha Casa/Minha Vida&rsquo; assim que terminou o an&uacute;ncio do presidente Lula na quarta-feira (25). Promovemos na quinta (26) reuni&atilde;o de Diretoria com os superintendentes da Caixa e do PAC/PR, respectivamente Arielson Bittencourt e Elisabeth Alessi. Detalhamos a videoconfer&ecirc;ncia da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, na noite de quarta-feira, e suas palavras em Foz do Igua&ccedil;u no encontro com o governador Requi&atilde;o.</p>
<p>Na foto acima, nossa primeira reuni&atilde;o de planejamento sobre o novo programa de Habita&ccedil;&atilde;o Popular do Governo Federal lan&ccedil;ado na quarta-feira (25) lan&ccedil;ado pelo presidente Luis In&aacute;cio Lula da Silva. Na foto abaixo o encontro da Ministra Dilma com Requi&atilde;o no Espa&ccedil;o das Am&eacute;ricas, l&aacute; onde o rio Igua&ccedil;u encontra o rio Paran&aacute;, em semin&aacute;rio sobre a Crise mundial e as solu&ccedil;&otilde;es brasileiras. A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, classificou o programa de habita&ccedil;&atilde;o do Governo Federal &ndash; para a constru&ccedil;&atilde;o de 1 milh&atilde;o de casas nos pa&iacute;s nos pr&oacute;ximos anos &ndash; como &ldquo;uma das mais poderosas armas anticrise. Pode ser o come&ccedil;o da justi&ccedil;a social no Brasil.</p>
<p>Dilma volta ao Paran&aacute; no come&ccedil;o de abril. Disse a Requi&atilde;o que vem a Curitiba, na semana que vem, quarta ou quinta feira para receber o plano da Cohapar e visitar obras do PAC.</p>
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_2(1).jpg" /></p>
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		<title>Porque o pacote de 1 milhão de casas é importante?</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:29:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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Em 5 anos , a Companhia de Habita&#231;&#227;o do Paran&#225; (Cohapar) atendeu, desde 2003, 44,4 mil fam&#237;lias no Paran&#225; com a constru&#231;&#227;o de casas e regulariza&#231;&#245;es fundi&#225;rias j&#225; conclu&#237;das ou em andamento. S&#227;o mais de 180 mil paranaenses beneficiados.
Apenas nos dois &#250;ltimos anos, a Cohapar entregou 9.705 unidades habitacionais. 
OBRAS - A Cohapar conta ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_3(1).jpg" /></p>
<p>Em 5 anos , a Companhia de Habita&ccedil;&atilde;o do Paran&aacute; (Cohapar) atendeu, desde 2003, 44,4 mil fam&iacute;lias no Paran&aacute; com a constru&ccedil;&atilde;o de casas e regulariza&ccedil;&otilde;es fundi&aacute;rias j&aacute; conclu&iacute;das ou em andamento. S&atilde;o mais de 180 mil paranaenses beneficiados.<br />
Apenas nos dois &uacute;ltimos anos, a Cohapar entregou 9.705 unidades habitacionais. </p>
<p><strong>OBRAS -</strong> A Cohapar conta ainda com 7.665 unidades em obras. Somadas &agrave;s 4500 casas novas, na Regi&atilde;o Metropolitana de Curitiba , que estamos licitando pelo PAC, d&aacute; uma produ&ccedil;&atilde;o de 12.165 casas populares este ano, sob a responsabilidade do engenheiro Rafael Greca.<br />
Com o novo pacote, o n&uacute;mero sobe para 56.165 novas casas que, somadas &agrave;s 23 mil casas j&aacute; prontas &ndash; desde 2003 &ndash; dar&aacute; ao governo Requi&atilde;o a produ&ccedil;&atilde;o de<br />
79.165 casas. <br />
Quase 20 % do d&eacute;ficit habitacional do estado termina por a&iacute;.<br />
Queira Deus que consigamos terminar a grandiosa e hist&oacute;rica tarefa.</p>
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		<title>Museu Soumaya, inovador</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:26:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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Come&#231;a a ser constru&#237;da , na cidade do M&#233;xico, a nova sede do Museu Soumaya. Projeto de Fernando Romero, um dos mais promissores arquitetos da nova gera&#231;&#227;o mexicana. 
Esp&#233;cie de nave capaz de atravessar o tempo, numa sugestiva viagem que embarcou no passado e aportar&#225; no futuro, o novo Museu abriga a cole&#231;&#227;o de cerca [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_4(1).jpg" /></p>
<p>Come&ccedil;a a ser constru&iacute;da , na cidade do M&eacute;xico, a nova sede do Museu Soumaya. Projeto de Fernando Romero, um dos mais promissores arquitetos da nova gera&ccedil;&atilde;o mexicana. <br />
Esp&eacute;cie de nave capaz de atravessar o tempo, numa sugestiva viagem que embarcou no passado e aportar&aacute; no futuro, o novo Museu abriga a cole&ccedil;&atilde;o de cerca de 1600 preciosas obras de arte, que v&atilde;o do s&eacute;culo 12 ao nosso s&eacute;culo 21.<br />
O autor declarou &agrave; imprensa local que sua obra &ldquo; reflete a maleabilidade, fluidez e universalismo que caracteriza a cole&ccedil;&atilde;o do futuro museu. Vejam que beleza o diagrama da estrutura em metal e concreto que suportar&aacute; o novo edif&iacute;cio.</p>
<p>&nbsp;<img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_5.jpg" /></p>
<p>Uma amostra significativa da cole&ccedil;&atilde;o Soumaya pode ser vista este m&ecirc;s em Curitiba no Museu Oscar Niemeyer. Quadros de Degas, Bruegel, van Gogh, Monet e Renoir al&eacute;m de not&aacute;veis artistas mexicanos, entre eles o paisagista Jos&eacute; Maria Velasco est&atilde;o expostos no Museu Oscar Niemeyer,. Pela primeira vez no Brasil, a cole&ccedil;&atilde;o do Museu Soumaya, da capital do M&eacute;xico, com curadoria de H&eacute;ctor Palhares Meza. Vale a visita.</p>
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		<title>Paço, presente de aniversário</title>
		<link>http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?p=210</link>
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		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:25:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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Todos os curitibanos,os aqui nascidos e os de fora que aqui vivem, ganhamos o restauro do Pa&#231;o Municipal , belo presente pelos 316 anos da nossa adorada Cidade. Conv&#234;nio entre o Sesc e a Prefeitura viabilizou o projeto, j&#225; que o antigo edif&#237;cio estava abandonado, desde que dali saiu , em 1998, o Museu Paranaense. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_6.jpg" /></p>
<p>Todos os curitibanos,os aqui nascidos e os de fora que aqui vivem, ganhamos o restauro do Pa&ccedil;o Municipal , belo presente pelos 316 anos da nossa adorada Cidade. Conv&ecirc;nio entre o Sesc e a Prefeitura viabilizou o projeto, j&aacute; que o antigo edif&iacute;cio estava abandonado, desde que dali saiu , em 1998, o Museu Paranaense. O Pa&ccedil;o &eacute; o pr&eacute;dio p&uacute;blico mais importante da Cidade, &uacute;nico tombado pelo SPHAN &ndash; Servi&ccedil;o de Patrim&ocirc;nio Hist&oacute;rico e Art&iacute;stico Nacional. Palmas para Darci Piana e para o prefeito Beto Richa. Curitiba e o Brasil agradecem a boa obra. Este ex-prefeito apaixonado pela cidade, idem.</p>
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		<title>Gigantes de Pedra. O que significam?</title>
		<link>http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?p=198</link>
		<comments>http://www.rafaelgreca.org.br/blog/?p=198#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 27 Mar 2009 21:06:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>marcela</dc:creator>
		
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Pouca gente sabe que o front&#227;o do Pa&#231;o Municipal &#233; alegoria simb&#243;lica do governo da Cidade. Dois gigantes de pedra, qual antigos Atlantes tit&#227;s, sustentam sobre os ombros o peso da Cidade. Um deles &#233; o Poder Legislativo. Outro, o Poder Executivo. Ambos n&#227;o deixam cair a torre, que &#233; encimada pela est&#225;tua de Curitiba, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p id="top" />
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_7(1).jpg" /></p>
<p>Pouca gente sabe que o front&atilde;o do Pa&ccedil;o Municipal &eacute; alegoria simb&oacute;lica do governo da Cidade. Dois gigantes de pedra, qual antigos Atlantes tit&atilde;s, sustentam sobre os ombros o peso da Cidade. Um deles &eacute; o Poder Legislativo. Outro, o Poder Executivo. Ambos n&atilde;o deixam cair a torre, que &eacute; encimada pela est&aacute;tua de Curitiba, segurando o facho de luz da Liberdade. A Cidade &eacute; representada pela est&aacute;tua da mulher, sentada no trono, logo abaixo da c&uacute;pula, no alto da torre.<br />
O Pa&ccedil;o foi desenhado pelos arquitetos Lacombe e C&acirc;ndido de Abreu &ndash; ent&atilde;o prefeito de Curitiba &ndash; e constru&iacute;do entre 1912 e 1916. Tem estilo art-noveau.</p>
<p>&Eacute; uma j&oacute;ia de arquitetura. Fica bem em Curitiba. Ficaria bem, sem destoar, em<br />
Roma, Barcelona , Buenos Aires , Praga ou Viena.</p>
<p>Viva o Pa&ccedil;o da Liberdade!</p>
<p><img alt="" src="http://www.frenteampla.com.br/rafaelgreca/blog/wp-content/uploads/foto_8(1).jpg" /></p>
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