O presidente da Companhia de Habitação do Paraná (Cohapar), Rafael Greca, participou na quarta-feira (27) da abertura da 1ª Bienal do Livro de Curitiba, no espaço Expo Unimed, dentro da Universidade Positivo. Greca falou sobre a memória e as ciladas do esquecimento, citando como exemplo o Barão do Serro Azul, personagem de destaque na história do Paraná e que muitos paranaenses não conhecem. Ele também discorreu sobre a importância da vida continuar sendo a arte do encontro e dos livros serem a fonte principal de conhecimento.
“O Barão do Serro Azul, nascido em Paranaguá em 1849, tem tudo haver com esta Bienal do Livro, pois ele foi o fundador da Impressora Paranaense e isso na época da acanhada Curitiba do longínquo ano de 1888. Mas se perguntarmos nas ruas da atual Curitiba, fatalmente perceberemos que nem todos se recordam dele e nem da importância, da glória e dos méritos. Isso nos leva a uma reflexão sobre o atual momento da Cultura”, disse Greca.
O ex-prefeito de Curitiba disse ainda que as novas tecnologias estão tomando o espaço que deveria ser de leitura de pensamentos, humanidade e filosofia. “As pessoas perdem horas lendo as instruções dos novos aparelhos eletrônicos em vez de ler livros, as pessoas tornam-se vítimas da mídia que cada dia mais promove um bombardeamento de novos produtos, estamos substituindo a essência pela tendência”.
O desenvolvimento digital, segundo Greca, pode melhorar a vida das pessoas como, por exemplo, as tecnologias que permitem às pessoas que sofreram acidentes terem os movimentos novamente, mas nem todas as conquistas da tecnologia trazem felicidade. “Com a tecnologia substituindo as relações humanas, quando tudo é feito via internet e celular, tudo ficou mais solitário, muito mais triste”, afirmou.
As crianças e os jovens são os mais ameaçados com essa cultura tecnológica, pois não aprendem que é preciso investir tempo para aprender coisas novas e recorrem aos aparelhos modernos como forma de conhecimento e divertimento. “Isso é a chamada síndrome do click, as pessoas acreditam que estão conquistando a felicidade com um simples apertar de botão”, explicou Greca.
Ao finalizar a participação, Greca disse que é necessário que a vida continue sendo a arte do encontro e que os livros devem ser a fonte principal de conhecimento. “As tecnologias tiram tempo ao hábito de cultivarmos a palavra, o conto, as estórias e a recordação da emoção. Os livros nos ajudam a enfrentar estes tempos em que a cultura da memória parece substituída pela cultura do esquecimento”.
“Uma bienal do livro é uma ocasião de encontro e de troca, é o fortalecimento da vocação literária de Curitiba, que teve a primeira universidade do Brasil. Eu também dei minha contribuição aqui com a criação dos Faróis do Saber, o maior número de bibliotecas de bairro e as primeiras Lan Houses públicas do Brasil. A existência desta bienal do livro em Curitiba qualifica a cidade como capital cultural como ela é”, concluiu Greca.
O presidente da Bienal do Livro, Julcio Maron Torres, disse que as palavras de Greca são muito pertinentes para a ocasião. “A nossa intenção com este evento é promover a leitura e torná-la mais acessível. Depois do que o Rafael disse espero que as pessoas parem e pensem no quanto a tecnologia está influenciando suas vidas e dêem mais valor para os livros e tudo de bom que eles proporcionam”, disse.
O deputado federal Marcelo Almeida, defensor da leitura e do acesso à cultura, também esteve presente na abertura da Bienal e disse que Curitiba entra no circuito da cultura nacional. “O que eu fico mais feliz é que estamos saindo do eixo Rio – São Paulo. Curitiba estava necessitando dessa alma, esse encontro de pessoas do bem, de livros e editoras. Espero que este seja o primeiro passo de muitos outros”.
O presidente da Cohapar, Rafael Greca, discorreu na quarta-feira (26), durante encontro da Academia Paranaense de Letras (APL), sobre o uso exagerado de palavras em inglês na língua portuguesa. Com o tema ‘A língua portuguesa, nosso patrimônio cultural’, Greca disse que a armadilha não é só usar termos em inglês de forma exagerada, mas também exibi-las sem tradução. “ Isso exclui, isola e evita o contato entre as pessoas”. Segundo ele, o debate sobre a língua portuguesa não pode cair na peculiaridade exótica de tentar se proibir as traduções. “Toda tradução é ir ao encontro do outro, de quem ainda não sabe. É um ato de educação, que preserva a cultura e a comunidade nacional”.
O governador Roberto Requião e o presidente da Cohapar, Rafael Greca, assinaram na Escola de Governo, os primeiros contratos para construção de moradias pelo programa Minha Casa, Minha Vida. Nesta primeira fase, estão definidas 2.694 unidades habitacionais em 14 municípios do Estado. O investimento será de R$ 110 milhões. Do total de moradias, 1.350 são direcionadas às famílias com renda mensal de até três salários..jpg)
O presidente da Cohapar esteve em Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba, acompanhado dos técnicos da Companhia, para conhecer a área destinada à construção de 103 casas do programa Minha Casa, Minha Vida. O município, com 18,6 mil habitantes e a 92 quilômetros da capital, apresenta um dos menores Índices de Desenvolvimento Humano (IDH) no Estado, porém está conseguindo ganhar impulso para o desenvolvimento depois que o Governo do Paraná asfaltou a PR-092..jpg)
Rafael Greca, presidente da Cohapar, assinou o contrato para a construção das primeiras 182 casas no Guarituba, em Piraquara, Região Metropolitana de Curitiba. No total serão construídas 803 moradias, que vão receber famílias que hoje vivem em áreas de risco, na beira dos rios Iraí, Itaqui e Piraquara. Estas casas fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). 








