Ante tanta beleza, no dia de sua inauguração, o povo de Constantinopla murmurava: um anjo quem revelou as plantas da nova igreja a Justiniano. Teria sido este mesmo anjo de olhar sublime, com sete asas douradas, que volta a nos contemplar 517 anos depois de ter sido coberto com estuque?

O blog volta a ser atualizado depois das festas. Com estas imagens do nosso presépio napolitano, desejamos aos estimados leitores um abençoado e luminoso Natal. Possam os anjos guardar todos os nossos caminhos. Felizes festas.

Vale a viagem ao Rio de Janeiro. Depois de 53 anos o Theatro Municipal volta a abrigar os colossais painéis Guerra e Paz, do pintor Cândido Portinari, trazidos de volta ao Brasil para restauração. Sua exposição pública, antes do restauro, abriu terça,21, e vai até 30 de dezembro, conforme nosso blog já comentou em primeira mão.
Ontem, no Rio, as duas Fernandas, Torres e Montenegro, foram ver Guerra e Paz, acompanhadas do pequeno Antônio,filho e neto das duas notáveis atrizes.
Antes da exposição dos painéis, a grande dama do nosso teatro leu o poema A Mão ,dedicado a Portinari por Drummond. Carla Camurati, autora de filme sobre Candinho Portinari, dirigiu a cena.

Durante quatro meses o mais belo palácio da Renascença estará aberto à visitação pública, no coração de Roma. O Palazzo Farnese, hoje sede da embaixada da França junto à República Italiana, belo imóvel ,já residência dos Farnese, a mais opulenta família principesca da Roma papal. No escudo de guerra, seu lema era A Felicidade do Povo é a Virtude dos Governantes.
A Cúpula Social do Mercosul, com a presença de 16 chefes de estado, aí incluído o presidente Lula, rende frutos de marketing positivo para Foz do Iguaçú. E também encerra a diplomacia da era Lula, com chave de ouro. Hoje, o mais importante jornal italiano, La Repubblica on line, estampa em sua primeira página esta bela foto das Cataratas do Iguaçu.
O jornal – de leitura globalizada pelos que falam italiano destaca sob o título Acqua e Foresta, lo splendore delle Cascate Iguazu que são 275 as cascatas, que se derramam ao longo de 3 quilômetros de rio, com vazão de 1750 m3/s. O texto compara a superioridade de Iguaçu a Niágara Falls e à Victória Falls, na África. E indica Foz do Iguaçu como o destino turístico para visitar as Cataratas.

Ir ao Marrocos, o incrível reino muçulmano que domina a parte nordeste do deserto do Sahara, na África, é uma aventura digna das narrativas das mil e uma noites. Viaje com o blog, embarcado na sela de um camelo. Na paisagem, as cores fortes do estilo mourisco que também brilhou do outro lado dos pilares de Hércules, além do estreito de Gibraltar, na Andaluzia, hoje parte da Espanha.

No reino inteiro, que compreende Casablanca, Rabat, Fez , Tanger e Marrakesh, a última cidade tem maior magia. Seus hotéis servem-se de antigos riads – ou casas senhoriais de grandes famílias islâmicas – para revelar surpreendentes panoramas. Mas, o mais fascinante é o grande Jardim de Marrakesh, com água de fontes murmurantes, tamareiras, e os montes nevados no horizonte.

Não longe dali, o fabuloso hotel La Mamounia, um oásis no deserto, felizmente conservado. Seu restauro custou US$ 176 milhões. Reabriu suas portas este ano. Foi ali que Winston Churchill convidou Franklin Roosevelt para descansar depois das negociações estratégicas durante a Segunda Guerra Mundial.

Cenas do filme O homem que sabia demais, de Alfred Hitchcock, revelam detalhes do vestíbulo do hotel.

Por seus corredores, saguões e suítes, passaram ao longo de quase um século, os Rolling Stones, Charlie Chaplin, Sharon Stone. Yves Saint Laurent gostava tanto de Marraquesh que comprou uma vila ao lado do hotel.
O designer Jacques García, remodelou os interiores nos estilos art déco e árabe-andaluz. Um spa de oito hectares foi acrescentado à propriedade, em meio a jardins sombreados por palmeiras, tamareiras, laranjeiras e oliveiras.

Apreciem esta suite onde as memórias se traduzem em talhas, azulejos, e refinados detalhes em madeira e couros pirogravados trabalhados ao estilo marroquino.

Três chefs estrelados passaram a comandar os restaurantes: Alfonso Iaccarino, no italiano, Jean Pierre Vigato, no francês, e Rachid Agouray, no marroquino. Ninguém desdenhe da gastronomia num reinado, o couscous é uma das iguarias favoritas, mas nada tem a ver com o prato que leva o mesmo nome no Brasil. Os doces de amêndoas, tangerinas secas e tâmaras são uma tentação.

O lendário hotel fica dentro das muralhas medievais de um local que é proclamado patrimônio da Humanidade.

Mas lá fora, o burburinho dos souks convida a sair. Imperdíveis os mercados repletos de beduínos, contadores de estórias, dançarinos, vendedores de ilusões, encantadores de serpentes, dançarinas do ventre, vendedores de couros e guirlandas de jasmim perfumado.

Bom mesmo, em Marrakesh é perder-se em Djemaa Al Fenaa, o mercado mais animado deste mundo, com ofertas as mais variadas e tentadoras.














































