Embora fascinante, o discurso verde ainda não gera bons negócios. Encalharam no mercado dos EUA dois carros auto-elétricos, o Chevrolet Volt, orçado em 40 mil dólares e o Nissan Leaf, ao custo de 32.780 dólares.
Mesmo com o subsidio autorizado pelo Congresso norte-americano, de US$ 7500 dólares de incentivo, os consumidores não se animaram.

Choveu copiosamente no início das festas de posse em Brasília. Pior para as elegantes moças da Polícia Federal que ficaram enxarcadas, correndo a pé, entre os cavalos dos Dragões da Independência e o Rolls Royce presidencial.
Dilma chorou no Congresso Nacional, ao discursar. Emocionou-se ao recordar suas 11 companheiras de cárcere político presentes à posse. Citou Guimarães Rosa, em passagem de Grande Sertão-Veredas: O correr da vida embrulha tudo. A vida é assim: esquenta e esfria, aperta e daí afrouxa, sossega e depois desinquieta. O que ela quer da gente é coragem.
E prometeu governar para todos os brasileiros com coragem.
Mas arrematou: mas mulher não é só coragem. É carinho também, carinho de mãe. Com este mesmo carinho quero cuidar do meu povo.

A foto da agência Reuters revela com detalhes o elegante figurino escolhido por Dilma Roussef para sua posse. O vestido branco criado pela estilista gaúcha Luisa Stadtlander ornou com a faixa presidencial do Brasil, recebida de Lula. Mais do que elegante, a presidente é politicamente correta, impecável nos seus bons propósitos.

Linda, a primeira filha Paula vestiu azul. Foi elegantemente discreta ao lado da mãe presidenta.
Dilma acertou ao falar em coragem. Precisou dela na vida de militante, na azáfama do ofício de ministra, na campanha política feroz, na paciência para tentar contemplar todos os aliados na montagem do ministério, e hoje para suportar quase oito horas em pé sobre saltos altos, a exaustiva agenda oficial ininterrupta. Sempre sorrindo.
A foto AFP, da France Press, ganhou a primeira página dos principais jornais do mundo. O discurso de Dilma Roussef, também. O Brasil agora importa.

No elogio ao presidente Lula , Dilma chamou-o de o maior líder popular que o Brasil já teve, disse que ele estará sempre ao seu lado.
Dilma disse ainda que o povo brasileiro teve a ousadia de eleger um metalúrgico para presidente, e agora , nova ousadia, ao eleger, pela primeira vez, uma mulher presidenta. No domingo, 2 de janeiro, às 9:00 da manhã, a presidenta começa seu novo trabalho, recebendo nove chefes de estado estrangeiros que lhe solicitaram audiência.


































