- Postado em 25 de fevereiro de 2011, sexta-feira -

Ânimos exaltados, ambições intestinas, sucessivas escaramuças entre ávidos concorrentes, a polpuda licitação da coleta do lixo em Curitiba continua suspensa pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná em nome da moralidade e do interesse público.
O conselheiro Heinz Herwig pediu vistas do processo que seria julgado na sessão de quinta, 24 para análise de documentos. O conselheiro pode ficar com os papéis por até 4 semanas e só depois devolver o processo para julgamento.

Para o relator, conselheiro Nestor Baptista, o pedido de vista é razoável, já que agora são três as representações contra a licitação. Segundo essas representações, o edital teria exigências em desacordo com a lei das licitações.
O valor que a Prefeitura de Curitiba pode pagar à empresa vencedora é de até R$ 645 milhões por cinco anos, o que equivale a R$ 129 milhões por ano.
Total que está bem acima do contrato vigente, com a empresa Cavo, que vence em abril. Esperemos que o imbróglio se desate a tempo, sem que nossa amada cidade sofra o flagelo que a bela Nápoles sofreu. Curitiba, já capital ecológica, não merece ser refém de interesses alheios à sua história.

 


- Postado em 25 de fevereiro de 2011, sexta-feira -

I’m in space! HELLO UNIVERSE! – Alô, Universo. Estou no espaço! O inusitado twitter já seria extraordinário pelo local donde partiu: o interior da nave espacial Dicovery, lançada ontem – diante de 40 mil convidados – na sua última missão, que marca o fim da era das naves espaciais da Nasa.
Mas este twitter é mais inusitado ainda porque postado pelo primeiro Robonauta, R2 para os íntimos, um dos sete tripulantes da Discovery, da equipe integrada por uma mulher e mais cinco homens.
Criação da General Eletric, o robô humanóide, um torso montado num pedestal, com cabeça, tronco e braços, sem as pernas, poderá se deslocar – qual um Centauro futurista – acoplado a veículos de exploração planetária.
Robonaut 2, ou R2, ficará na estação espacial em observação e testes, para avaliação de sua eficiência e comportamento em parceria com astronautas humanos.
A idéia dos técnicos da Nasa é passar a utilizar robôs nas rotinas de manutenção das estações espaciais. E depois na exploração de planetas desconhecidos.
Nesta missão a Discovery permitirá testes num novo sensor de navegação, o Dragon Eye for Space Exploration Technologies, criação de uma empresa privada da Califórnia que vai administrar a estação espacial – quando privatizada pela retirada da Nasa.
Dois astronautas testarão também um novo tipo de óculos, o Superfocus. Com o mesmo peso de óculos normais, o novo modelo permite a focar e ler de telas de computador e objetos a qualquer distância, com mero toque dos dedos sobre o aro.
Discovery é a mais antiga das três naves da Nasa que sobreviveram aos cortes orçamentários e às mudanças de rumo do ambicioso projeto espacial dos EUA, agora em rota de privatização e extinção. A Nasa ainda possui duas outras espaciais, a Atlantis e a Endeavour. Ambas, como a Discovery, tem data de aposentadoria este ano.
Serão abrigadas num pavilhão especial do Smithsonian Institut, no Museu Aeroespacial de Washington, ao lado de aviões e foguetes aposentados. Peças de Museu, representarão o sonho e a saga de 39 vôos espaciais, 133 lançamentos – muitos fracassos -, em 30 anos do programa.
As três naves são parte de uma história que passa pelo sucesso do desembarque do homem na Lua, as fantásticas imagens do Telescópio Espacial Hubble , mas também pelos desastres ocorridos com as naves Challenger e Columbia.
Discovery já percorreu mais de 230 milhões de quilômetros desde seu primeiro vôo em 1984. No fim da atual missão serão mais 7,24 milhões de quilômetros no espaço. O sonho termina dia 7 de março, com a Discovery completando 363 dias no espaço, tendo girado 5.800 vezes em torno da Terra.

- Postado em 17 de fevereiro de 2011, quinta-feira -

O Marina Bay Sands já é ícone da nova rica Cingapura. Três torres de 55 pisos coroadas por uma piscina ao ar livre de 150 metros, a 200 metros do chão. A propaganda assegura aqui nadar é voar.
O conjunto monumental conta com hotel cinco estrelas, apartamentos residenciais, 300 lojas e seis restaurantes de luxo, teatro e galeria de arte moderna.
O impressionante é que o arquiteto autor do extravagante projeto voltado para o luxo, já venceu o Prêmio Mundial do Habitat 67, com casas populares modulares e pré-fabricadas, erguidas em Montreal, no Canadá. Leia mais em A sensação de nadar perto do céu post do Home do blog Margarita Sem Censura.
Moshe Safdie é também autor do Yad Vashem, o Museu do Holocausto de Israel ,do Mamilla Center em Jerusalém – um mall próximo à Torre de David e aos muralhas históricas da cidade santa , e do novo Aeroporto de Tel Aviv.

- Postado em 16 de fevereiro de 2011, quarta-feira -

Inspirado no problema do aquecimento global, e no conseqüente aumento do nível dos mares, o arquiteto russo Alexander Remizov, imaginou um hotel ecológico, sustentável, capaz até de flutuar vogando sobre as ondas qual a arca de Noé. Por isso se chama Ark.
Uma firma de engenharia alemã e um intelectual moscovita – Lev Britvin – apoiaram o projeto. Tem 14 mil metros quadrados, aquecimento central natural, e pode hospedar até 10 mil pessoas.
Pode ser construída em 3 ou 4 meses, em qualquer parte do mundo, diz Remizov, formado em Moscou em 1983, com escritório aberto desde 1991.
Inovadores também os ventos que sopram na arquitetura das repúblicas da ex-União Soviética. Aqui o Ministério dos Transportes da Geórgia em Tbsili, numa foto de Fredéric Chaubin.
Peculiares as formas deste novo hospital, o famoso Drushba Sanatorium, em Yalta, à beira do Mar Negro, balneário celebrizado num romance de Agatha Christie, cenário da conferência de paz que pôs fim à II guerra mundial.
E o que dizer do partido arquitetônico e da proposta ousada do palácio de verão do presidente da Armênia, à beira de lago formado pelo degelo das montanhas nevadas.
Nada mal para uma região antes condenada à mesmice dos prédios da era stalinista, com a massiva repetição de planos de concreto do neo realismo soviético- felizmente já arquivado.

 


- Postado em 15 de fevereiro de 2011, terça-feira -

Parque alagado não é problema. Equipamentos de drenagem superficial, à margem dos rios, os vinte parques de Curitiba foram feitos exatamente para alagar no período das monções de verão. Ideia do engenheiro Nicolau Kluppel, secretário de saneamento da nossa cidade quando, na gestão do prefeito Rafael Greca, houve esta necessária pasta no organograma da Prefeitura.
O nosso problema são os bueiros entupidos, as obras civis que jogam entulhos nos bueiros, o lixo mal colhido em ruas mal varridas.
Ontem e hoje, na hora da chuva copiosa, este ex-prefeito observou a avenida Manoel Ribas, no divisor de águas entre as bacias dos rios Ivo e Belém. Apesar de ser lugar alto, no espigão conhecido por Alto de São Francisco, todos os bueiros vertiam água, saturados de lixo e entulhos.
Outro problema são as encostas mal ocupadas, os canais de drenagem assoreados, as construções abusivas de pobres e ricos. Hoje, nos jornais, o condomínio comercial de luxo alagado é um exemplo deste abuso sem faixa de renda exclusiva.
A chuva de ontem à tarde, 14 de fevereiro, provocou seis pontos de alagamento em Curitiba. Nossos leitores indignados fizeram corrente com fotos das cheias, algumas tiradas dos sites da RPC e PR on line.
Os alagamentos provocaram a ira dos comerciantes e moradores do bairro Bom Retiro, que protestaram na Rua Carlos Pioli com Tapajós, ponto onde, de acordo com os manifestantes, apesar de serem terras altas, inunda feio. O afluente do rio Belém que desce da colina do Jardim Schaffer/Vista Alegre teria sido represado incorretamente por obras que favorecem o Shopping Mueller, disse-me um morador indignado.

- Postado em 15 de fevereiro de 2011, terça-feira -

É um luxo impensável, no Japão, manter um gato em casa. Nos condomínios é impossível – as leis proíbem animais. Mas os japoneses adoram os bichanos. Até o seu símbolo de sorte é um gatinho branco de patinhas avermelhadas, o Manekineko. Já são 100 os cat cafés – ou neko cafés – do império do sol nascente, trinta e nove só em Tóquio.
Os clientes entram para tomar café ou chá, mas compram leite e biscoitos para oferecer às principais atrações da casa: gatos angorás, siameses, ou guapecas, passeiam lânguidos, solenes e abusados entre almofadas, esteiras e tapetes. Os felinos merecem mobiliário especial – que reproduz vertigens, alturas e muros para que se equilibrem e causem frisson. E os casais japoneses ficam por ali, tomando chá, confraternizando com os bichanos, apreciando as diversas tonalidades de miados dos mascotes, disputando-lhes olhares e carícias.
Neste mundo tem gosto para tudo…
O mais famosos Neko Cafés em Tóquio, são o Calico Cat Café, Nekorobi, o Fukuoka e o Ikebukuro, aqui em fotos Kyo Japan Times. O ingresso de uma hora em companhia de cerca de dez gatos custa entre 7 e 10 euros. As despesas com leite, biscoitos, café e chá são debitadas a parte. O flash é vedado. As casas pedem reserva prévia, concorridíssimas nos finais de semana. Para compreender melhor esta paixão japonesa por gatos é preciso conhecer as raízes da lenda do gato que acena, o Manekineko.
Durante a dinastia Edo (1603 -1867), um nobre avistou um templo arruinado nos arredores de Tóquio. Enquanto passava, reparou no gato do dono do templo, que parecia acenar para ele. Intrigado aproximou-se do gato. Nesse momento um raio atingiu o lugar onde ele estivera. Salvo da morte , o poderoso shogun reergueu o templo, que muitos acreditam ser o Gotoku-ji, até hoje atraindo peregrinos num subúrbio da capital japonesa.

 


- Postado em 15 de fevereiro de 2011, terça-feira -

Até punguistas dirão:

Olá, mãos ao alto, passe senha e celular!

No Brasil celulares inteligentes já podem fazer pagamentos. Esta semana a Master Card está fazendo testes com pagamentos móveis em São José dos Campos, cidade do ITA, no vale do rio Paraíba em São Paulo.
Um aplicativo no celular, via recarga de aparelhos da operadora Vivo, já permite pagamentos em alguns estabelecimentos comerciais selecionados para clientes do banco Itaú, comenta a Folha de SP/Tec.
Já houve quem dissesse que a parte mais importante da anatomia humana era bolso. O corpo humano seria composto de cabeça, tronco, membros e carteira. Agora, chega até nós um tempo em que passamos a ser feitos de cabeça, tronco, membros e celular.
Faz cinco anos, os japoneses estrearam a substituição da carteira pelo celular, ou do cartão transporte pelo telefoninho, no seu sistema público de transportes. Em Londres, a partir de 2007, o serviço foi disponibilizado no pagamento de estacionamentos.
Hotéis e restaurantes estão estudando usar celulares equipados com a tecnologia NFC – Near Field Communication. Pioneiro mundial nesta modalidade é o hotel Clarion de Estocolmo. Através do dispositivo você pode fazer à distância check in e check out. E já não existem chaves, mas sim o link com o celular dos clientes capaz de abrir portas.
Na Finlândia a rede social Hot in the City usa a tecnologia NFC para que seus usuários possam avisar seus amigos como chegar a lugares de uma maneira mais rápida. A BMW deve incluir a tecnologia nos seus novos modelos. Será possível até fazer comprar de dentro do carro.
Cada vez mais nossa identidade, possibilidades e potencialidades se reduzem, pelos prodígios da crescente tecnologia, a um chip de celular.

 


- Postado em 15 de fevereiro de 2011, terça-feira -

O Brasil começa a se preocupar com a dispersão de seus cientistas pelo mundo, em função da burocracia, da falta de condições, da ignorância de valor e da má remuneração que nosso país oferece à inteligência. Enquanto um professor da USP recebe teto salarial de R$ 11 mil, nas universidades norte-americanas um cientista pode receber até R$ 83 mil por mês.
Já estão lá fora Marcelo Gleiser (foto), professor de física teórica, no Dart Mouth-EUA, Marcelo Nóbrega, geneticista da universidade de Chicago, Celso Grebogy, diretor do Instituto de Sistemas Complexos e Matemática Biológica da universidade de Aberdeen, na Escócia, o físico José Onuchic e o biólogo Alysson Muotri, hoje pesquisadores chefes de laboratórios na universidade da Califórnia, em San Diego.
Além da má remuneração, nossos cientistas são obrigados a cumprir 40 horas semanais nas universidades públicas, o que os impede de atuar no mercado. Eles também reclamam da burocracia alfandegária brasileira, que transforma uma simples importação de material cientifico em calvário burocrático de até seis meses.
O ministro Mercadante, a mando de Dilma Rousseff, estuda alternativas de repatriação de cérebros. Uma delas seria bolsas temporárias para pesquisadores brasileiros de sucesso no exterior passarem alguns meses no Brasil, dinamizando suas áreas de conhecimento. Isto já foi feito pela Índia e pela China, que têm programas de repatriação de cérebros.
Um exemplo bem sucedido é o da cientista de computação Juliana Salles, formada pela Universidade Federal de Minas Gerais, que depois de quatro anos nos EUA, voltou através convênio da Microsoft com a FAP e SP, para desenvolvimento de computadores especializados em clima.
A gente sempre tem vontade de voltar, diz Juliana.

 


- Postado em 04 de fevereiro de 2011, sexta-feira -

O novo carro Mc Laren, o MP4/26, foi apresentado hoje numa praça no coração de  Berlim (Postdamer Platz). O carro foi montado diante do público, exatamente no local do antigo muro da vergonha que dividiu a Alemanha. O bólido conta com apoio aerodinâmico em forma de L. Será pilotado pelos britânicos Lewis Hamilton e Jenson Button.
Apesar da espetacular montagem em praça pública os segredos permanecem a alma do negócio – e do espetáculo. Os escapamentos reais foram ocultados – eram de plástico na apresentação. Serão substituídos por outros de saída lateral. Fotos Getty Imagens revelam o aplaudido lançamento.
O circo da velocidade F1 começa a 13 de março com o Grande Prêmio do Bahrein e termina em 27 de novembro, no Brasil. A novidade é a estreia do GP da Índia.  É o sexagésimo segundo campeonato mundial da categoria. Terá em 2011, 12 equipes e 24 pilotos. Há também a saída dos pneus Bridgestone, substituídos por pneus italianos Pirelli.
Ontem, no autódromo de Valencia, no sul da Espanha, como revelam as fotos Reuters, a nova Ferrari F150 incendiou o motor durante testes pilotados pelo brasileiro Felipe Massa, que nada sofreu, mas saiu do carro aborrecido, esconjurando a falta de sorte.

- Postado em 01 de fevereiro de 2011, terça-feira -

As fotos do brasileiro Gleilson Miranda, feitas desde um helicóptero da FUNAI, ganharam as primeiras páginas dos grandes jornais do mundo. Mostram a última tribo isolada da Amazônia, ainda sem contato formal com a nossa civilização. Estes índios, cerca de 600, vivem embrenhados na floresta na fronteira entre Brasil e Peru.
As imagens revelam guerreiros nús, os corpos pintados de vermelho com urucum, lavouras de bananas, mandioca e mamão. Mostram também, além da cobertura da taba, que os índios dominam a cestaria, armazenando peixes e caça em cestos cobertos de folhas de bananeiras. O intrigante é a presença de uma caneca de metal galvanizado e um facão de cozinha na cena. Como teriam chegado até ali?
Antropólogos da Funai temem que os índios isolados possam ter contato danoso com traficantes e predadores de madeiras nobres, o que poderia resultar na extinção deste povo da floresta.
O lugar onde os índios vivem, pescam, caçam e plantam precisa ser protegido, por isso é necessário que a comunidade brasileira e internacional saiba de sua presença e respeite seus direitos à vida, diz o líder indígena Yanomami, Davi Kopenawa. Mesma opinião de Marcos Apurinã, militante da Ong Coordenação das Nações Indígenas da Amazônia Brasileira.
Nesta terça feira, a rede BBC-1 de Londres, exibe documentário sobre a tribo em seu programa Human Planet.

 



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