I’m in space! HELLO UNIVERSE! – Alô, Universo. Estou no espaço! O inusitado twitter já seria extraordinário pelo local donde partiu: o interior da nave espacial Dicovery, lançada ontem – diante de 40 mil convidados – na sua última missão, que marca o fim da era das naves espaciais da Nasa.
Mas este twitter é mais inusitado ainda porque postado pelo primeiro Robonauta, R2 para os íntimos, um dos sete tripulantes da Discovery, da equipe integrada por uma mulher e mais cinco homens.
Criação da General Eletric, o robô humanóide, um torso montado num pedestal, com cabeça, tronco e braços, sem as pernas, poderá se deslocar – qual um Centauro futurista – acoplado a veículos de exploração planetária.
Robonaut 2, ou R2, ficará na estação espacial em observação e testes, para avaliação de sua eficiência e comportamento em parceria com astronautas humanos.
A idéia dos técnicos da Nasa é passar a utilizar robôs nas rotinas de manutenção das estações espaciais. E depois na exploração de planetas desconhecidos.
Nesta missão a Discovery permitirá testes num novo sensor de navegação, o Dragon Eye for Space Exploration Technologies, criação de uma empresa privada da Califórnia que vai administrar a estação espacial – quando privatizada pela retirada da Nasa.
Dois astronautas testarão também um novo tipo de óculos, o Superfocus. Com o mesmo peso de óculos normais, o novo modelo permite a focar e ler de telas de computador e objetos a qualquer distância, com mero toque dos dedos sobre o aro.
Discovery é a mais antiga das três naves da Nasa que sobreviveram aos cortes orçamentários e às mudanças de rumo do ambicioso projeto espacial dos EUA, agora em rota de privatização e extinção. A Nasa ainda possui duas outras espaciais, a Atlantis e a Endeavour. Ambas, como a Discovery, tem data de aposentadoria este ano.
Serão abrigadas num pavilhão especial do Smithsonian Institut, no Museu Aeroespacial de Washington, ao lado de aviões e foguetes aposentados. Peças de Museu, representarão o sonho e a saga de 39 vôos espaciais, 133 lançamentos – muitos fracassos -, em 30 anos do programa.
As três naves são parte de uma história que passa pelo sucesso do desembarque do homem na Lua, as fantásticas imagens do Telescópio Espacial Hubble , mas também pelos desastres ocorridos com as naves Challenger e Columbia.
Discovery já percorreu mais de 230 milhões de quilômetros desde seu primeiro vôo em 1984. No fim da atual missão serão mais 7,24 milhões de quilômetros no espaço. O sonho termina dia 7 de março, com a Discovery completando 363 dias no espaço, tendo girado 5.800 vezes em torno da Terra.