- Postado em 27 de abril de 2011, quarta-feira -

Leia as melhores idéias, se preferir acesse os áudios.

2704entrevista_joice1

Na manhã de 25 de abril de 2011, o ex-prefeito de Curitiba respondeu perguntas de Joyce Haselmann, no programa Olho no Olho, da rádio Band News em Curitiba.

Prefeito não é para discutir seu próprio umbigo ou seu joanete.

Curitiba merece inovação. Somos feitos pelos nossos sonhos.

Rafael: - Nós somos feitos da mesma matéria dos sonhos. Meu sonho é devolver a Curitiba o caminho da inovação. Este metro de 14 km e 2,2 bilhões de reais de investimento, se vier é muito bom. Mas é preciso perguntar se é realmente um metrô. Metrô é abreviação de Metropolitano. O Transporte metropolitano se dá em 1700 km de linhas de ônibus hoje. Não parece ridículo um trecho tão curto e tão caro? O eixo Pinheiro, praça Eufrásio Correia não é percurso metropolitano.

Se o investimento com ônibus valer 1, o investimento com veículos leves sobre trilhos - tipo trenzinho da Disney - será 10, e com metrô enterrado é 100 vezes mais caro.

Joyce (interrompendo o raciocínio) : - a gente percebe que você está discutindo bastante a Cidade. Só fala na Cidade!

Rafael: - Sim e você quer um candidato a prefeito discuta o seu joanete, um candidato a prefeito vai discutir o seu umbigo, ou vai discutir - como é dever - o bem e o futuro da cidade?

Não tem a menor possibilidade de eu cometer este crime contra Curitiba de ser candidato a prefeito para falar de meu umbigo, de minha vaidade. Meu dever é discutir Curitiba, e dar um futuro para nosso passado.

 
 
2704entrevista_joice2

Plano de mobilidade urbana com energias inovadoras

Joyce: Rápido, em um minuto, seu plano de mobilidade para Curitiba?

Rafael – Um plano de mobilidade com energias inovadoras, vários modais de transporte, sem descuidar do antigo leito das ferrovias que cortam a cidade,

Valorizar bicicletas, ciclovias também podem ser aproveitadas.

Vamos buscar novas modalidades e novos combustíveis, novas tecnologias, e não investir no metrô subterrâneo, antiquado e enterrado, que fascinou a cidade de Londres em 1830, que me parece um pouco antigo.

 
 

Pedreira de Curitiba fechada é crime

É um crime contra o patrimônio público não usar a Pedreira, com seu palco – que eu prefeito mandei fazer igualzinho, com as mesmas dimensões e medidas do Teatro Convent Garden de Londres.

Fui eu quem fez o palco da Pedreira Paulo Leminski.

Mandei fazer um palco para Beatles, e trouxe um deles aqui – o Paul McCartney, troquei ingressos do Roberto Carlos por lixo que não é lixo, o mesmo com o tenor José Carreras.

Calar a Pedreira por causa de um único morador esquizofrênico do Pilarzinho contrário aos shows é criminoso. Se fosse só isso dava para resolver na conversa. Porque no dia da Paixão de Cristo pode abrir a Pedreira? Será que não cala a Pedreira o interesse financeiro de poderosos donos de casas de shows e do Expo Trade de Pinhais?

 
 
2704entrevista_joice3
 

Quem não se elege numa eleição, pode vencer outra?

Quem mudou de partido, perde ?

Joyce: - O senhor não se elegeu na última eleição. Não teme que se repita na eleição municipal?

Rafael: - Nenhuma eleição é igual à outra. A percepção do eleitorado varia ao longo da história. Os 30 mil votos que tive na última eleição são só meus, sem máquina, sem qualquer prefeito ou prefeitura apoiando.

Se eu entrar na disputa municipal, não farei da Prefeitura um trampolim político.

Vou provocar o debate do que realmente interessa à nossa cidade e ao bem do nosso povo. A Prefeitura deve ser uma máquina de bem comum, onde a virtude do governante deve fazer a felicidade do povo.

Quando você fala sobre mudança de lado, imagino que não se refira só a mim. Você se refere aos Fruet que trabalharam de 1985 a 2005 com Requião, de 2005 a 2010 com Beto Richa e de 2010 a 2011 com Ducci?

Ou se refere ao Ducci que trabalhou comigo (nosso servidor no governo municipal do PDT ) hoje servidor do PSD , terceirizado pelo governo tucano.

Ou se refere ao Beto Richa que foi militante do MDB velho de guerra (1985), depois participou do nosso governo municipal do PDT (1993-1996) , candidato a governador pelo PTB, agora servidor da causa demo-tucana?

 
 

Greca: não desisto de buscar o bem para Curitiba

Joyce: No que você, Rafael Greca é melhor do que os outros?

Rafael: - Na palavra. Eu sou um candidato dos meus ideais sinceros e da minha palavra. As minhas campanhas são feitas pela palavra e não pelo dinheiro. Não tenho grupo político econômico poderoso a me custear. Represento a cidadania e a vontade de fazer política em estado puro, se é que isto é possível

Não é agradável ser contado entre os ímpios, ser chamado de "político" ,"corrupto","safado","bandido"…

Mas é preciso ser político para ter alegria, capacidade, vontade e oportunidade de fazer 50 Faróis do Saber, as primeiras lan-houses públicas do Brasil com bibliotecas de bairro e módulos de segurança de bairro.

É preciso ser político para poder fazer as 8 Ruas de Cidadania. É preciso ser político para inventar o Restaurante de R$ 1 - que fui eu quem inventei . Hoje o restaurante de R$1, imitado por diversas capitais, graças a Deus,virou programa nacional, há uns 80 pelo Brasil.

É preciso ser político para erguer o homem de rua e levá-lo para recuperação na Fazenda Solidariedade que aliás foi fechada pela gestão Beto Richa.

É preciso ser político para inventar a Farmácia Curitibana , de remédios genéricos básica, a primeira do país, que não foi o Serra que inventou.

É preciso ser político para transformar um banhado no Parque Tingui, uma pedreira abandonada que ia ser um depósito de lixo no Parque Tanguá, um estacionamento que era uma cracolândia em construção no Memorial de Curitiba.

Fiz 6600 obras em Curitiba, com o mesmo orçamento depois disponibilizado aos meus sucessores que, práticamente, pararam a nossa cidade. Saberia dizer alguma obra realmente importante depois que eu saí?

Linha Verde não vale, porque ainda não terminou. É meia rua pelo preço de uma.

É preciso ser político para poder exercitar o que sei fazer, engenheiro urbanista. Eu não julgo os demais candidatos. Quem nos deve julgar é o povo. Mas o meu coração eu conheço, é de amor a Curitiba.

A eleição pode ser um concurso de popularidade.

Pode ser uma disputa de quanto em dinheiro um determinado candidato, ou grupo político poderoso, consegue amealhar para sua causa ( que não é necessáriamente a causa do bem comum de todo povo).

A última eleição foi muito corrompida, em alguns bairros trocavam voto por pedras de crack.

Mas se a população de Curitiba quiser ,a eleição pode ser valiosa oportunidade para discutirmos a nossa amada Cidade e criarmos o melhor para o seu futuro. Vamos  juntos dar um futuro para nosso passado.

 

As fotos desta matéria são de Ronaldo Albuquerque.


- Postado em 25 de abril de 2011, segunda-feira -

Apontado pelo senador Roberto Requião no início de abril como o pré-candidato do PMDB à prefeitura de Curitiba para a eleição de 2012, o ex-prefeito Rafael Greca afirma que a cidade perdeu a capacidade de inovação que lhe deu fama mundial e que as últimas administrações municipais serviram de trampolim político para o governador Beto Richa (PSDB). “A melhor forma de conservar Curitiba, no atual momento, é mudar o seu governo. Pre­­cisamos dar um futuro para o nosso passado”, disse.

Greca encontrou a reportagem da Gazeta do Povo em um café no centro da cidade, na área do antigo Pelourinho, revitalizada du­­rante a sua gestão na prefeitura de Curitiba, de 1992 a 1996. Du­­rante a hora que durou a entrevista, pelo menos dez transeuntes pararam para cumprimentá-lo, abraçá-lo e pedir emprego. O ex-prefeito (que também já foi ministro, vereador, deputado estadual e federal) demonstra desenvoltura ao andar pela cidade. Chama os floristas e motoristas de táxi da praça pelo nome e relembra sem parar as realizações de sua gestão à frente da prefeitura. Ao lado da estátua de uma mulher com uma lata d’água na cabeça, que fica atrás do Paço Municipal, na Praça Generoso Marques, Greca conta a história da inauguração:

 
“Esta linda mulher negra foi amante do artista Erbo Stenzel. Quando fui prefeito coloquei a estátua aqui na região do antigo pelourinho – onde os escravos eram vendidos e açoitados – para homenagear a comunidade negra da cidade. Porém os líderes negros não gostaram da imagem, que mostra a mulher sofrendo e trabalhando. Ponderei com eles: ‘Mas é a única estátua de uma pessoa negra que temos, uma obra linda’. Mesmo assim eles não se convenceram. Então, eu disse: ‘Tá bom então, esta senhora não é mais negra. Ela é russa, é uma homenagem às mulheres russas de Curitiba’”, diverte-se.
 
Correndo por fora em uma disputa que tem Gustavo Fruet (PSDB) e o atual prefeito Luciano Ducci (PSB) como principais figuras até o momento, Greca espera ver seu nome confirmado pela convenção do PMDB. Até lá vai precisar superar a resistência e a desconfiança de alas de seu fragmentado partido. De maneira informal, ele já está nas ruas. “Não posso repetir a prefeitura que fiz. Preciso fazer uma prefeitura muito melhor”, diz.
 
Depois da derrota na reeleição a deputado estadual, o senhor ainda acha que tem chances em uma campanha à prefeitura de Curitiba?
Não me venha falar que eu perdi a eleição para deputado. O Beto Richa fez 200 mil votos a menos que a Gleisi [Hoffmann, senadora pelo PT] na última eleição. No entanto, ela tinha perdido a eleição para o Richa quatro anos antes. O Lula perdeu três eleições. E o glorioso Coritiba, que estava na segunda divisão, agora está invicto. Estava tranquilo em casa e o senador Roberto Requião foi me buscar para ser o candidato do PMDB à prefeitura de Curitiba. Ser oposição é uma tarefa difícil, mas eu topei a parada e vou encarar. Passei por quase todos os cargos na administração pública, mas o que eu gostei mesmo foi de ser prefeito. O trabalho do prefeito é sagrado: cuidar do lugar onde eu nasci e serei enterrado, da terra onde dormem meus avós e meus pais. A relação do prefeito com o seu povo é democrática e direta. É a atividade mais gratificante da política. A única esfera do poder onde você vê as ideias saírem do papel e modificarem a realidade é a esfera municipal.
 
O senhor não acha que está sendo usado pelo senador Roberto Requião para que ele possa manter o controle sobre o partido na capital?
Não estou sendo usado. Tenho me reunido com todos os grupos do partido. Com o grupo municipal pró-senador Requião e também, na última segunda-feira, fui em uma reunião dos chamados “amigos do Pessuti”. Só tem sentido uma possível candidatura minha se for para unir o partido. Não queremos que o partido sirva a interesses alheios à história da cidade e à história do próprio partido. Éramos dois pré-candidatos quando se discutia a aliança com o Angelo Vanhoni (PT) em 2001. O Gustavo Fruet saiu do partido. Eu fiquei. Não estou exigindo nada. Estou exercendo meu direito de cidadão e de membro do diretório.
 
Sabe-se que muitos deputados queriam o retorno de Gustavo Fruet ao PMDB. Há uma resistência no partido à sua eventual candidatura?
Não vejo resistência real. Acredito que vamos levar este projeto adiante, se a população bancar nossa candidatura.
 
O que não foi o caso da última eleição do PMDB…
O reitor [Carlos Moreira, candidato a prefeito pelo partido em 2008, imposto pelo então governador Requião, e que fez apenas 20 mil votos] não conseguiu “sair” da Universidade. Ele é um excelente médico, um acadêmico. Mas ele não soube traduzir o sentimento de curitibanidade. Comigo na disputa, modestamente, isso não vai acontecer. Sei que vou enfrentar grupos poderosos, que terão em mim um opositor, como o cartel do transporte coletivo, a Consilux e outros interesses alheios à história da cidade.
 
Se o seu nome for confirmado pelo partido, o senhor enfrentará dois candidatos fortes: o prefeito Ducci e Gustavo Fruet.
Se a gente pensar nos outros, não sai nem de casa. Eles são outros dois, três ou dez. Os curitibanos são outros dois milhões. Quando o povo quer, ninguém segura.
 
Como o senhor avalia as administrações de Curitiba que o sucederam?
O Cassio [Taniguchi, prefeito de 1997 a 2004] me decepcionou muito. Pedi para o povo votar nele, mas sua gestão optou pela terceirização dos serviços e perdeu a sensibilidade social. Mas não acho que se deva fazer julgamento do passado e sim discutir o que queremos para o futuro. Precisamos dar um futuro para o nosso passado. Vejo com preocupação casos recentes de escândalo como as imagens corrompidas dos radares da Consilux. Não é bom para a cidade uma Câmara de Vereadores em que o prefeito tem unanimidade maciça. É péssimo para a cidade a perda da capacidade de inovar. E também não acho que este metrô de R$ 2,3 bilhões seja a solução. Não é um transporte metropolitano, vai apenas do Pinheirinho ao Centro – assim como a Linha Verde também não é um projeto metropolitano ainda. Uma eventual candidatura minha seria para tentar atingir as ambições da cidade e não para usar a prefeitura como trampolim político.
 
O senhor acha que a cidade pa­­rou?
Há uma carência de inovações. A melhor maneira de conservar a cidade é trocando o seu comando. Há pontos positivos, claro. Vejo com alegria as ruas da cidadania bem aproveitadas, o Bairro Novo se desenvolvendo. Porém, o transporte coletivo se esgotou. Precisa de readaptações e novas tecnologias. Eu tenho uma proposta para desafogar o tráfego em Curitiba e incentivar o cidadão a deixar o carro em casa.
 
Como é este projeto?
Não posso falar ainda para não dar ideias e munição para meus adversários. Ao tempo e hora, nós apresentamos. Envolve energia alternativa e está sendo desenvolvido pelos melhores “nerds” curitibanos (risos). Mas o tempo ainda é de ouvir a população e descobrir quais são os seus anseios.
 
Qual foi o melhor administrador da sua geração: Jaime Ler­­­ner ou Roberto Requião?
Cada um deu a sua contribuição. Há também o Rafael Greca de Macedo e outros. Cada um a seu tempo foi grande e foi bom. Eu espero ter sido também e que o povo reconheça isso. Eu sempre tentei exercer a minha atividade política com sensibilidade e paixão.

Em um eventual novo mandato como prefeito qual é a obra que o senhor mais quer fazer pela cidade?

Quero recuperar para os cidadãos alegrias curitibanas perdidas, como uma noite de festa na pedreira Paulo Leminski. Dizem que ela está fechada porque os moradores vizinhos reclamam do barulho. Se fosse só isso uma boa conversa resolveria. A pe­­­dreira está fechada por conta do lobby dos produtores de espetáculos que só querem fazer eventos a peso de ouro nos teatros da cidade. Outra alegria que quero recuperar é ver um pôr-do-sol de outono no belvedere do Parque Tanguá. Estes dias vi na RPC TV uma reportagem mostrando o abandono do parque. Fiquei sabendo que o rio saiu da calha no Bacacheri. Vendo todo este descuido com as coisas da cidade lembro-me de uma expressão que meu antigo secretário Hi­­­toshi Nakamura usava: “Por isso que, então, né…“ eu quero ser candidato e enfrentar este desafio e cuidar de Curitiba do jeito que ela merece.


- Postado em 22 de abril de 2011, sexta-feira -

Páscoa é passagem. Da servidão para a liberdade. Da morte para a vida.
Caminhada capaz de aliviar os pés cansados, proteção para evitar tropeços nas pedras do caminho, orientação para desviar percursos de dor e de violência, companhia para superar a solidão na longa viagem da vida.
Em Sevilha, diante da igreja de La Macareña, a Virgem dos gitanos, mulheres de pente e mantilha conversam com figurante de procissão, moderno e garbono legionário romano.
Em Granada, penitentes encapuzados seguem a imagem do Cristo Redentor aprisionado para recordar a maldade de seus algozes, cantando ao Senhor as litanias do Miserere nobis – Tende piedade de nós.
Em Jerusalém, o patriarca oriental, imitando o próprio Cristo lava os pés de seus discípulos, recordando as divinas palavras: Eu, que Sou Mestre e Senhor, vos lavei os pés para ensinar-vos a servir.
Em Valência, o encontro: pés descalços, feridos na caminhada, encontram pés calçados, rubros de prepotência e vaidade humanas.
Na basílica do Santo Sepulcro, procissão luminosa de Páscoa, envolve a Pedra da Unção, onde – diz a tradição – José de Arimatéia, João Evangelista e as santas Marias lavaram e ungiram com aloés o Corpo ensaguentado de Jesus, preparando-o para a sepultura.
A imagem piedosa evoca a manhã da primeira Páscoa cristã, memória da Ressurreição. O sepulcro está vazio. Por que buscais dentre os mortos a Jesus de Nazaré. Não está aqui, ressuscitou! Disse o Anjo a Maria Madalena, no domingo de Páscoa ao amanhecer. A mulher escolhida, dentre tantos pecadores, para anunciar à humanidade a boa nova da salvação.
Sem esquecer os 511 anos da descoberta do Brasil e sua entrada na história oficial, do muito que temos a comemorar e do tanto que ainda há por fazer no nosso amado país, com estas imagens que cairam na rede- das agências Reuters, AFP e El País – desejamos a todos os nossos amigos uma luminosa e felicíssima Páscoa. Lembramos que o tempo da Páscoa começa neste domingo e dura mais outros quatro domingos.

- Postado em 11 de abril de 2011, segunda-feira -


O PMDB de Curitiba terá candidato próprio a prefeito, se depender de mais de 400 militantes do partido presentes em reunião para discutir as eleições municipais de 2012.
No sábado, 9 de abril, durante encontro coordenado pelo deputado federal João Arruda, em presença dos deputados estaduais Quielse e Gilberto Martins, o senador Roberto Requião disse: o Rafael Greca foi um excelente prefeito de Curitiba, e vai coordenar, no PMDB, a elaboração de um plano para o futuro da nossa cidade. E, a cabo e a hora, se vocês quiserem, vai ser nosso candidato a prefeito nas eleições municipais do ano que vem.

Ao saudar os presentes Rafael Greca falou: temos muito trabalho pela frente. Curitiba merece o melhor. Nada de imagens vazias, mas sim ideias transformadoras. Vocês me chamaram e eu vim. Caso o partido unido acredite que posso representá-lo nas próximas eleições, irei com garra, entusiasmo e coração à disputa, declarou o engenheiro urbanista Greca para quem a sua provável candidatura não é contra ninguém, mas em favor do bem estar do povo de Curitiba.
Os discursos de Requião e Greca tiveram inspiração no dramaturgo inglês Shakespeare. Enquanto o senador citou a heróica batalha de Agincourt, em 1415, quando poucos ingleses, sob o comando de Henrique V derrotaram o então colossal exército francês.
Rafael Greca lembrou: somos feitos da mesma matéria dos sonhos. E referiu seus sonhos como o bem desejado ao povo de Curitiba. A cidade é o berço, a casa e o caminho.
 
Clique no vídeo o discurso do senador Roberto Requião


Clique no vídeo o discurso do Rafael Valdomiro Greca de Macedo


- Postado em 08 de abril de 2011, sexta-feira -

Memória urbana sofre ação das picaretas destruidoras, em Curitiba. Onde a rua João Negrão encontra a Engenheiros Rebouças, picaretas arrasam a fábrica do Mate Leão para dar lugar à um Templo da Igreja Universal. Técnicos da Prefeitura informam à Gazeta que ainda não conhecem o que ali será construído. Um espanto.
No Batel, onde a Presidente Taunay encontra a rua D.Pedro II, caiu esta semana a mansão Carneiro do Amaral, antiga residência onde viveu a família fidalga dos saudosos Dona Rachel (Carneiro) e do doutor Ivan Amaral.
A glorieta do poético jardim defronte ao Colégio Sion tombou por primeiro… Depois, as árvores frondosas, seguidas por dois centenários pinheiros, abatidos na calada da noite sorrateiramente pelas ampliações do Buffet do Batel. Agora cairam o solar e todas as construções que lhe eram anexas.
Curitiba perde um espaço de sua memória e tradição. As escadarias em mármore abriam-se para um saguão monumental em mármore preto e branco, que levava a uma biblioteca em madeiras preciosas, os armários de vidros bisotées com medalhões em bronze com as efígies dos sábios Goethe, Proust, Sócrates, Platão. Ali dona Rachel abrigava esplêndidas coleções de marfins e raros livros de seu pai coronel David Carneiro.
Do outro lado um jardim de inverno com gazebo envidraçado, cenário de amáveis tertúlias. Depois os salões com piso de parquet imitando os castelos do leste da Europa. Os espelhos de cristal bisotée, a grande sala de estar, a escadaria senhorial que levava aos aposentos no segundo piso, e o guarde-robe em imbuia, ao lado do lavabo social – um luxo para a Curitiba de então. Depois do jardim , a garçonière – usada para estudos pelo jovem advogado que seria o (hoje saudoso) deputado Ivanzinho Amaral e seus irmãos Antonio Carlos, Marina e Alice.
O chef Clécio de Assis enquanto esteve no casarão já transformado em buffet preservou tudo – o bom gosto não lhe faltava. Postamos este tema no Facebook. Em poucos minutos dez curitibanos comentaram, todos eles indignados. Veja as opiniões nos comentários deste post. A melhor defesa da cidade é o coração do seu povo.


Vivaweb Internet Todos os Direitos Reservados à Rafael Greca