- Postado em 28 de outubro de 2005, sexta-feira -

No início de outubro o governo espanhol, diante dos milhares de imigrantes africanos, que tentavam passar do Marrocos para as cidades do sul da Espanha e de Portugal, mostrou planos para construir um muro entre a Espanha e Marrocos no Estreito de Gibraltar. Pelo seu aparato eletrônico e de alvenaria, na encosta do Mar Mediterrâneo, o muro é réplica do vergonhoso Muro de Berlim, derrubado em 1989. E tem mais: a União Européia aprovou no seu parlamento, a criação de uma poderosa polícia de fronteira pan-européia para coibir a imigração, seja ao leste, seja pelo Estreito de Gibraltar, entre a Espanha e o continente africano. Os ricos temem os pobres e não sabem que muros de pouco adiantam.

Muro do egoísmo europeu
O espantoso é que o novo Muro da Vergonha surja num governo socialista e anti-racista como é o do primeiro ministro Zapatero. A explicação está no medo da perda de empregos das classes trabalhadoras da Espanha. Difere o novo muro daquele odioso Muro de Berlim porque é para evitar a entrada de pessoas e não sua saída. A solução está em repartir. “O que não se compartilha se perde”. A solução não é política, é sócio-econômica. Mudar a sociedade para que as pessoas não tentem mais, desesperadamente, escapar de seu próprio mundo.

Resgate social
Em Curitiba, uma pobre mulher dorme há vários dias na marquise do Banco Itaú, na rua XV com Mariano Torres. Na noite de sábado, vi um homem caído na marquise do edifício da esquina da Westephalen com Praça Zacharias. Segunda feira, às 10h30 da manhã cinco meninos de rua, completamente chapados, dormiam, dividindo dois cobertores, na Praça Tiradentes, em frente ao supermercado Demeterco. Sob os viadutos, aí incluído o do Capanema, hoje, prosperam os abrigos de excluídos.

Por onde anda o Resgate Social? Por onde anda a F.A S./SOS, com seus educadores de rua, antes atentos e solidários aos mais pobres? Será que a miséria aumentou tanto que o serviço não vence? Ou as verbas de ação social diminuíram tanto que já não dá para fazer o serviço? Alô, alô, Prefeitura! Se não forem criadas “igualdades de oportunidades para todos os habitantes”, Curitiba corre o risco de ser “invadida” pela mendicância.

Lição da História
Este pânico do contraste social gera insegurança. Se a Cidade for atenta e justa com os excluídos, o perigo diminui. Afinal, quando os bárbaros de Átila foram invadir Roma, o sábio Papa Gregório Magno disse “os bárbaros não querem destruir Roma, querem apenas ser como os romanos”. Os mendigos não querem destruir Curitiba, merecem as mesmas oportunidades dos curitibanos.

A “cola” no Google
A existência na internet de “sites de busca” – dos quais o mais notório é o Google está prejudicando o acesso de nossos alunos ao verdadeiro “conhecimento”. Alunos têm copiado do computador páginas inteiras e apresentado as mesmas a seus professores como fruto de sua “pesquisa”. Fazem isto mecanicamente, usando as funções “copiar-colar”, colocam a capa e o título e nada aproveitam do “trabalho” escolar. A forma de evitar isto é a escolas exigirem os textos manuscritos. Pelo menos, durante a “cópia” da enciclopédia eletrônica, dá-se alguma memorização, algum aprendizado. Professores devem pedir “análise” dos textos do Google, ou mesmo dos livros, para evitar clonagem de pensamento.

Conhecimento não é plágio. Nasce da reflexão. É o “saber porque sabemos”.

Esperança contra câncer de mama
O anúncio de três estudos, um deles brasileiro, sobre tratamento com a nova droga, “herceptina”, que, quando da quimioterapia, alveja apenas as células doentes. Aplicada no tratamento de mulheres com a doença na fase inicial, a nova droga corta pela metade o risco de reincidência do tumor. Segundo a médica norte-americana Jo Anne Zujewski, do Instituto Nacional do Câncer do Brasil:”Em 1991 eu não sabia que iríamos curar câncer de mama. Em 2005 estou convencida de que vamos fazê-lo”.

Será o apocalipse?
Ecologistas e religiosos fundamentalistas vêem sinais do “fim do mundo” na seca dos rios amazônicos, no tsunami de 26 de dezembro do ano passado, nos vários terremotos e nos 21 furacões que assolaram o Caribe e os EUA este ano. O caudaloso rio Negro diminui seu nível de 23 metros – na cheia – para 15 metros. O rio Solimões de 12 metros para 2 metros. E o rio Madeira de 13 para 2 metros. Muitos igarapés estão secos, privados do acesso por barcos.

Seca no Amazonas, inundações ao sul
O forte temporal que atingiu o Rio de Janeiro na manhã da última segunda-feira (24) provocou caos em vários pontos da cidade. Três pessoas morreram: um casal eletrocutado, na favela da Rocinha, depois de encostar num fio de alta tensão, e um homem atingido por um raio, em frente à Rodoviária Novo Rio. Em quatro horas choveu 90 milímetros, o equivalente a toda a quantidade de água esperada para o mês de outubro. Mais racional que a crença na iminência do Juízo Final, é pensarmos que o terremoto provocador do tsunami mexeu com o eixo da Terra, daí as alterações nos climas.

 

Escreva para nós, a sua opinião é muito importante. Teremos imenso prazer em responder: rafaelgreca@sul.com.br


- Postado em 28 de outubro de 2005, sexta-feira -

No local – O deputado Rafael Greca visitou ontem o Centro Comunitário Bairro Novo, local que abriga o hospital construído durante sua gestão na prefeitura em 95 e foi a causa de sua condenação pelo TJ por falta de licitação para a obra. Greca foi recebido por líderes comunitários e moradores do bairro, que fizeram questão de demonstrar apoio ao deputado. Greca lembra que o Centro Comunitário é o único hospital municipal da cidade.

Fonte: Notas Políticas - Gazeta do Povo / 28 de outubro de 2005


- Postado em 27 de outubro de 2005, quinta-feira -

Solidariedade 1 – O ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca recebeu ontem, durante a sessão da Assembléia, a solidariedade de outros dois ex-prefeitos que respondem processos no TJ, José Scarpellini (PSB) e Jocelito Canto (PTB). Greca foi condenado por ter construído o Hospital do Bairro Novo sem licitação, em situação emergencial.

Solidariedade 2 – José Scarpellini (PSB) lembra que respondeu processo por ter construído casas populares, quando era prefeito de Apucarana, também em uma situação de emergência. Jocelito Canto (PTB) também lembrou que está respondendo por ter socorrido a Santa Casa de Ponta Grossa, quando era prefeito, quando uma caldeira explodiu.

Fonte: Notas Políticas - Gazeta do Povo / 27 de outubro de 2005


- Postado em 26 de outubro de 2005, quarta-feira -

A transposição do rio São Francisco envolveria a escavação de 720 quilômetros de canais. Eles captariam um volume médio de 63,5 metros cúbicos de água por segundo, que seriam distribuídos em dois eixos. O canal norte correria em direção ao Ceará e ao Rio Grande do Norte, tendo 402 quilômetros de extensão, 4 estações de bombeamento, 22 aquedutos, 6 túneis, 26 pequenos açudes, 2 centrais hidrelétricas. O canal leste, correria rumo a Pernambuco e a Paraíba, em 220 quilômetros de canais, 5 estações de bombeamento, 5 aquedutos, 2 túneis, 9 açudes. Nos dois trechos, as escavações deverão vencer maciços rochosos de até 304 metros de altitude. Qualquer dos faraós do Egito ficaria com inveja da magnitude da obra. Exultam nossos grandes empreiteiros, hoje favorecidos por Lula apenas no exterior – com as mega-obras financiadas pelo BNDES em outros países.

Transposição do rio São Francisco
O jejum do bispo Luiz Cápio, na capela de Caprobó, pode já ter terminado, mas abriu o debate sobre o biliardário projeto do governo Lula, anunciado como redenção do nordeste. O senador Teotônio Vilela, em discurso no Senado, com clareza de dados, expôs suas objeções. ”Não é fácil se opor a uma obra com finalidade humanitária de levar água para quem tem sede, libertar cidades da humilhação do carro pipa”, reconhece o senador do PSDB de Alagoas. E continua: “pois eu lhes digo, que os números da realidade não apenas desmontam o projeto da transposição, como desnudam sua verdadeira identidade, de projeto meramente eleitoreiro para Lula. Projeto fadado a ser um elefante branco caatinga a dentro, inconcluso e inservível, desnecessário e inviável”.

Acabou o pulso único?
Pasmem. Acabou o pulso único da telefonia fixa. Aos sábados, domingos, feriados e de meia-noite às seis da manhã, dos dias úteis, os usuários podiam falar mais, sem tarifas abusivas. A manobra foi feita à sorrelfa, na calada da noite, sem divulgação, sem alarde, por isso, a maioria dos consumidores, desinformados, está pagando o pulso excedente sem saber. O abuso contra o consumidor seria uma forma das operadoras ressarcirem-se da eliminação da taxa de assinatura, proposta do Governo Federal, ainda não efetivada. Internet mais cara Segundo e-mail enviado pelo leitor JT, há um desconto na tarifa cobrada aos sábados e domingos, em relação à cobrada nos dias úteis, mas o pulso único foi para o brejo. Além de faturar mais com a nova tarifa, cobrada todos os dias da semana, a telefonia fixa obriga usuários da internet a utilizar um novo serviço prestado: o Velox e o Speedy, para aumentar a velocidade de transmissão de dados. Alô, alô, Procon!

Mais um transgênico
Insetos comem plantas. Por isso o homem desenvolveu os inseticidas. Agora surge nova biotecnologia para combater pragas agrícolas. São plantas transgênicas capazes de terceirizar o combate aos insetos inimigos. Quando atacadas pelos insetos herbívoros, estas plantas secretam aromas que atraem insetos carnívoros, que adoram devorar os bichinhos vegetarianos. Pode-se dizer que o homem criou aliança estratégica com o inimigo de nossos inimigos, diz o biólogo Fernando Reinach, em artigo no “Estado de SP”.

Morangos e mostarda contra pragas
A base da descoberta são os moranguinhos. Eles sintetizam moléculas voláteis da família dos terpenóides, capazes de atrair os predadores naturais dos insetos que devoram suas folhas. Os cientistas trasplantaram os genes dos pés de morango para uma planta da família da mostarda. As plantas transgênicas foram capazes de atrair os insetos carnívoros e desta maneira, se proteger dos insetos que as atacavam.

Jota vai casar
Paranaense de Londrina, João Abussafi, o Jota, inspirador do personagem de Gloria Perez em América, hoje tem bela frota de 52 limousines, disponível para a clientela brasileira em Miami. Ligue 00 XX -1- 305-323 5444 .

Ele esteve em Campina Grande do Sul, no Hospital Angelina Caron, para fazer cirurgia de hérnia, com o médico Pedro Caron e anunciou casamento em 2006. Entre os padrinhos da boda, a apresentadora Hebe Camargo e os paranaenses Cecy e Marco Caron, ele, ex-prefeito de Campina Grande do Sul.
Dólar barato, corrida para as férias
O dólar barato anima brasileiros a antecipar a compra de pacotes de viagens para o Natal, Ano Novo e também o mês de janeiro. A Associação Brasileira dos Agentes de Viagem estima em 40% o aumento nas suas vendas, se compararmos com o ano passado. Em 2004, o dólar estava na casa dos R$ 3,30, limitando nosso poder de compra. Mesmo assim, mais de 80 transatlânticos lotados bordejaram a exuberante costa brasileira e os rios da Amazônia, no ano que se foi. E tem mais: - centenas de jovens brasileiros estão engajados nos navios, trabalhando no atendimento aos turistas. Embarcados, inventam seus empregos.

 

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- Postado em 26 de outubro de 2005, quarta-feira -

O Tribunal de Justiça do Paraná condenou ontem o ex-prefeito de Curitiba Rafael Greca, por dois votos a um, por improbidade administrativa. A condenação se deu pela ação movida pelo Ministério Público questionando a construção do Centro Comunitário Bairro Novo, em 1995, sem licitação. Da sentença cabe recurso no próprio TJ, com votos dos demais desembargadores da Câmara Cível. A sentença, enquanto houver recursos, não tem efeito.

Greca, que atualmente exerce o mandato de deputado estadual pelo PMDB, justifica que o hospital foi construído em caráter emergencial, na ocasião, “em virtude do grande número de casos de mortalidade de crianças e adultos na Região Sul e Leste de Curitiba no início da década de 90. Além da falta de atendimento médico especializado para grávidas em situação de risco”.

O ex-prefeito lembra que a maternidade pública Victor Ferreira do Amaral ficou fechada entre 93 e 96, e o município estava sem o atendimento pelo SUS. “Na ocasião, a ONU, através da Organização Mundial da Família, firmou convênio com a ONG curitibana APMI Saza Lattes, para trazer o hospital e os equipamentos para Curitiba. O município deveria ceder o terreno”, explica Greca.

Para a prefeitura, a construção do hospital custou R$ 3,6 milhões, que segundo Rafael Greca, é um custo muito abaixo do que se paga por um centro daquele porte e ainda os equipamentos. “Na sentença, os juízes, e o próprio Ministério Público reconhecem que não houve proveito pessoal no caso. Estou sendo condenado pela falta de um papel, que seria a dispensa de licitação, um trâmite burocrático”, afirma.

O ex-prefeito aponta ainda o fechamento do Hospital de Pinhais, nos últimos dias, construído de maneira semelhante, e que teve as atividades interrompidas porque o prefeito Luiz Cassiano ficou com medo de renovar o convênio e responder na Justiça. “O Direito é feito para a vida. Se há conflito, permanece a vida”, diz Greca.

Além da indisponibilidade de bens, o Ministério Público pede o ressarcimento integral do dano, perda da função pública, suspensão dos direitos políticos de cinco a oito anos, pagamento de multa civil de até duas vezes o valor do dano e proibição de contratar com o poder público ou receber benefícios ou incentivos fiscais pelo prazo de cinco anos.

Por Edson Fonseca

Fonte: Justiça - Gazeta do Povo / 26 de outubro de 2005


- Postado em 21 de outubro de 2005, sexta-feira -

João Sayad, de Washington, onde é o representante brasileiro do BID, escreve: “o mapa das proibições é mapa de desobediências. Americanos, ingleses, irlandeses e escandinavos bebem muito e são obcecados por regras rígidas, que restringem o consumo do álcool.

No passado, foi a Lei Seca que transformou a venda das bebidas alcoólicas num negócio rentável e de gangsters. Hoje, são as drogas. A liberdade para produzir e vender drogas reduziria preços e lucros de traficantes. Tornaria o vício mais visível e controlável. A proibição não reduz o consumo, incentiva o negócio”.

Proibir é uma arte
“Proibir é uma arte. A boa proibição reconhece sua impotência, sabe que será desobedecida. Precisa ser redundante ”É proibido fumar ou portar cigarros acesos”. Precisa ser capaz de detectar a desobediência e impor punições: repreensão, multa, prisão, pena de morte ou danação eterna. No caso de drogas, a proibição é severa. A população carcerária americana é a maior do mundo”, diz João Sayad.

Mais uma proibição, num mar de desobediências
Domingo, vamos votar “sim” ou “não” ao desarmamento. Quem vota “não”, votará “1”, alegando manutenção do direito de legítima defesa. Quem vota “sim”, votará “2”, na certeza de um gesto pela “não violência”. E depois? Se o “sim” ganhar, qual será a punição? O Brasil já tem 150 mil presos, com muitas fugas, muitos mandados de prisão não cumpridos. Será uma proibição a mais, num mar de desobediências. Vote tranqüilo. Nosso voto não fará a menor diferença.

Perguntar, não ofende
Por que não existe referendo sobre o destino da CPMF, o pagamento de juros da dívida, a reforma tributária, neste país cansado de tantos impostos?

Saramago lança novo livro no Brasil
Prêmio Nobel de Literatura o português José Saramago lança nova obra. "As intermitências da morte", está prevista para chegar às prateleiras no dia 3 de novembro na América Latina, na Espanha e em Portugal. O romance, de cerca de 200 páginas, será publicado uma semana antes no Brasil, onde os leitores do Nobel 1998 poderão comprar a obra a partir do próximo dia 27 de outubro, aproveitando assim a presença do escritor no país nessa época. Saramago narra em seu romance o caos que se cria em um país quando a morte decide deixar de matar no último dia do ano, circunstância que gera uma situação incompreensível para os cidadãos.

Natal sem fome
Domingo passado no Rio, o lançamento da 13ª edição da campanha Natal sem Fome. Segundo integrantes do movimento, esta terá um significado especial: o seu idealizador, o sociólogo Herbert de Souza, o Betinho, faria 70 anos em novembro.Informações podem ser obtidas pelo telefone 0800.202000 ou pelo site:www.acaodacidadania.com.br
Fui às favelas da Região Metropolitana de Curitiba no Dia das Crianças e o que vi só prova o acerto da campanha. Enquanto persistir o modelo econômico, precisaremos de muitas doações para um Natal sem fome.

Garibaldi in América, o filme
Alexandre Rodrigues, o Buscapé do filme "Cidade de Deus", integra o elenco do novo filme de Ruben Gennaro, "Garibaldi in America", que no final deste mês começa a ser rodado em São Francisco do Sul, litoral de Santa Catarina. O cenário escolhido é muito semelhante ao casario da velha Laguna de 1840, capital da República Farroupilha, onde Bento Gonçalves e o general italiano lutaram contra D. Pedro II. Os “farrapos” prometiam aos negros a alforria. Alexandre será Jacinto, guerreiro destemido, que luta ao lado de Anita e Giuseppe Garibaldi, buscando também a sua liberdade.

Diário romanceado de Garibaldi e Anita
A saga de Garibaldi foi tão importante nas campanhas republicanas do século 19, que seu diário de batalhas acabou escrito por Alexandre Dumas e virou best seller em Nova Iorque. Este diário romanceado é inspirador do roteiro do filme. O filme é protagonizado por Gabriel Braga Nunes, que vive o herói de dois mundos e a bela Ana Paula Arósio, encarnando a heroína Anita. Outro personagem de destaque é o de Teixeira Nunes, a ser vivido pelo ator Leonardo Medeiros, atualmente na peça "Avenida Dropsie", dirigida por Felipe Hirsch, em cartaz em São Paulo.

Caixa reconhece diversidade
A diretoria da Caixa Econômica Federal aprovou, este mês, o reconhecimento da parceria de pessoas do mesmo sexo para as políticas internas de benefícios trabalhistas. De acordo com o banco, a decisão, que integra a Política de Gestão da Diversidade, possibilita que funcionários incluam seus companheiros de mesmo sexo em todos os benefícios, como o plano de saúde; o que era uma reivindicação de dez anos dentro da empresa. A propósito de diversidade sexual, o militante curitibano Toni Reis está nos Estados Unidos, convidado por ONGs do arco-íris, para troca de experiências sobre “organização de paradas gays”.

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- Postado em 19 de outubro de 2005, quarta-feira -

Trinta e dois países suspenderam importações de carne brasileira, desde 12 de outubro. Os carregamentos que já estejam a caminho da Europa serão devolvidos ou destruídos. Por que os mercados foram fechados para nossa carne?

Porque o governo Lula, preocupado com o superávit primário, não liberou a tempo as verbas para o controle sanitário dos rebanhos. A medida atingiu também o Paraná e São Paulo, além do Mato Grosso do Sul, onde está a fazenda Vezozzo, na cidade de Eldorado, revelada foco da febre aftosa. Vem prejuízo por aí.

O que não se compartilha, se perde
Se o governo for sensato, durante dois anos nosso povo mais humilde vai comer carne. O embargo internacional à carne brasileira fará baixar o preço pago aos pecuaristas pelo boi gordo. O secretário de Agricultura de São Paulo, Antonio Nogueira, prevê queda de 32%. A arroba (15 quilos) cairá de R$ 58 para R$ 40. A carne não exportada deverá ser consumida internamente. Dá-lhe churrasco, Brasil!

Esqueceram da rua 24 horas
Regina Palazim, proprietária de duas lojas na Rua 24 horas, em Curitiba, escreve pedindo socorro. Segundo ela, a chuva castiga a praça de alimentação da rua. O teto muito velho – de problemático policarbonato, agora ressecado - precisa de reparos urgentes. Muitas lojas estão fechadas e outras com o aluguel atrasado. A comerciante cobra uma atitude da Urbs e da prefeitura de Curitiba. Ela já levou o caso ao prefeito Beto Richa, mas, diz na carta, até agora nada foi feito.

Serial Killer 1
Os oito cadáveres do caso Celso Daniel pedem justiça. Mas, uma parte da mídia finge que não os viu. Além do prefeito do PT, torturado e assassinado em Santo André , em 18 de janeiro de 2002, há oito outros defuntos sendo investigados pelos promotores, num caso que Lula quer esquecer.

Serial Killer 2
Dionísio Severo, elo entre o empresário Sergio Gomes da Silva - acusado pela promotoria como sendo mandante do assassinato de Celso Daniel - e a quadrilha que matou o prefeito. Assassinado em abril de 2002, no Centro de Detenção Provisória de São Paulo, é o defunto número 2.

Serial Killer 3
A terceira vítima é Manoel Estevan, criminoso que abrigou Severo em seu apartamento depois da ação contra Celso Daniel. Abatido a tiros, em setembro de 2002.

Serial Killer 4
Antonio Palácio de Oliveira, garçon do restaurante Rubayat, que serviu Daniel no seu último jantar com Sergio Gomes da Silva, “o Sombra”. O garçon foi morto quando dirigia moto, agredido com chute, bateu num poste. Isto depois de receber R$ 60 mil, num depósito em conta corrente, cuja origem seus parentes desconhecem. Morto em fevereiro de 2003.

Serial Killer 5
No mesmo mês de fevereiro, foi assassinado, com um tiro na nuca, o inocente Paulo Henrique Brito, transeunte, única testemunha que assistiu a morte do garçon que serviu a Celso Daniel sua última refeição.

Serial Killer 6
Em julho de 2003 morreu Otávio Mercier, investigador da Polícia Civil, que recebeu telefonemas de Dionísio Severo, o defunto número 2 da série. O próximo a morrer, em dezembro de 2003, assassinado com dois tiros, foi o agente funerário Iran Redua, o primeiro a identificar o corpo de Celso Daniel, abandonado numa estrada, em Juquitiba.

Serial Killer 7
No último dia 12 morreu Celso Delmonte Printes, o perito legista, com fortes suspeitas de envenenamento, ainda sob investigação, após depor na Promotoria, na CPI dos Correios e antes de depor na CPI dos Bingos. Celso Delmonte Printes disse ao Fantástico, da Rede Globo, que o prefeito Celso Daniel foi assassinado, depois de brutalmente torturado. Por que a polícia de São Paulo estaria encobrindo o caso? Perguntam os procuradores que investigam as mortes em série.

Serial Killer 8
Se o PT não fosse protagonista deste drama, será que as ruas estariam em silêncio? O “Fora Collor” deu-se por muito menos. Celso Daniel era cotado para ser o tesoureiro da campanha de Lula e teria sido seu ministro da Fazenda. Acabou sendo o primeiro de uma série de oito cadáveres que o Brasil não pode sepultar sem justiça. Sob pena de apodrecermos junto com os mortos.

Defesa do consumidor
Os quinze anos do Código de Defesa do Consumidor, promulgado no Brasil em 1990, merecem coletânea de textos jurídicos, publicada pela OAB Paraná. “Repensando o Direito do Consumidor” é o livro organizado pelos advogados Marcelo Conrado e Aldaci Capaverde. Livro importante. O presidente da OAB-Paraná, Manoel Antonio de Oliveira Franco marca ponto.

Novos direitos, novos deveres
Luiz Edson Facchin compara o Código do Consumidor com o novo Código Civil. Clayton Reis escreve sobre o “Dano Moral das Relações Consumeiristas”. Hildegard Giostri aborda relações de responsabilidade entre médicos, hospitais e consumidores. Fernando Motta, Karine Guelmann e William Castilho fazem reflexões sobre Internet. Cortiano Jr. e Taís Venturi falam de CDs com dispositivo anti-cópias e tripla violação dos direitos do consumidor. O juiz Sérgio Arenhart escreve sobre as relações de consumo e o ônus da prova.

 

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- Postado em 14 de outubro de 2005, sexta-feira -

No meu site www.rafaelgreca.org.br é possível rever o confronto entre policiais militares e professores quando da violenta repressão da greve da categoria, no Governo de Álvaro Dias, em agosto de 1988. Entre as imagens disponíveis no site está aquela deste deputado exigindo a abertura dos portões da Assembléia Legislativa do Paraná para acolher feridos, e proteger professoras desarmadas das bombas lançadas pelo pelotão de choque. Os estilhaços marcaram para sempre a professora Nelsi Fritzen, que eu mesmo socorri, levando-a ao Hospital Nossa Senhora das Graças. Depois de 17 anos do episódio de 30 de agosto, lembrar o fato faz parte da luta pela dignidade dos Educadores. “As cidades não precisam ser governadas, precisam ser educadas”, já ensinava o filósofo Sócrates, como lembram Platão e Xenofonte, na Grécia do V século antes de Cristo. O dia 15 de outubro é, no calendário gregoriano, festa da mestra , poetisa, doutora da Igreja, Santa Teresa D’Ávila. Que ela “ore pro nobis”.

Carnaval de Lula 2006
A crise brasileira vai acabar em samba. A escola de samba carioca “Renascer de Jacarepaguá”, já anunciou seu enredo: “A Divina Comédia Brasileira”. Na ala do inferno, centenas de petistas com cuecas transparentes a revelar milhares de dólares escondidos. Terá também a ala do mensalão, a máfia do apito e as boazudas das CPIs, que encantaram o Brasil pela TV Senado, e acabaram peladonas, posando para a Playboy. Lula desfila com a alegoria “Nada sei, nada falo, nada ouvi”.

No Brasil, só agora o muro de Berlim caiu
A ironia é que foi derrubado , sem querer, pelo próprio PT. A afirmação do professor Denis Rosenfield, feita na TV, inspirou o cronista Zuenir Ventura, a redigir um de seus mais lúcidos artigos para o jornalão “O Globo”. No texto, meu amigo Zuenir diz: “Reivindico a prioridade de ter escrito que o PT no poder fez pela direita o que a própria direita não foi capaz de fazer. E produziu na esquerda mais estragos do que a repressão.Em matéria de pedagogia política aprendeu-se muito com o “partido da ética” conduzindo o país. Em 4 meses, o Brasil escancarou as entranhas, mostrou as partes podres , e melhorou na medida em que melhora qualquer organismo submetido à extirpação de um tumor.” Grande Zuenir!

Só na pressão
Para Zuenir Ventura,” a Câmara dos Deputados é como chopp: só na pressão. Não é o zelo pelo decoro que faz os parlamentares punirem os colegas culpados, mas o medo da opinião pública.” Como o Brasil inteiro, o cronista pergunta:” Não é pouco apresentar como provas materiais de tanta corrupção apenas a propina de R$ 3 mil para o diretor dos Correios? E o Land Rover para o secretário do PT Sílvio Pereira ? E a grana, que correu como enxurrada pelo valerioduto, não dá para saber de onde veio? Num país onde é tão fácil sonegar, usar caixa 2, fazer remessas ilegais para o exterior, como se explicar ser tão difícil para a Receita Federal, para a Polícia Federal, para o Banco Central, descobrirem como isso é feito?

Roupas de gordo para caridade
As lojas de roupas do Brasil, bem poderiam copiar a boa idéia da Rochester Big & Tall, famosa cadeia norte-americana de roupas para grandes e altos.

Estabelecida na esquina da 3ª Avenida com a rua 53ª, em Nova Iorque , com clientes do porte de Pavarotti, Faustão, Jô Soares, Magic Johnsson, a Rochester, inova. Pede aos seus clientes que compartilhem as roupas que sobram, com aqueles que não têm o que vestir.

Oferece desconto de US$ 100 em terno novo, mediante doação do usado, para ser encaminhado à instituições de caridade. A própria Rochester recolhe e distribui os ternos. Faz circular energia parada, compartilha com os pobres, e vende mais.
A miséria em cada esquina
Nas esquinas das grandes cidades brasileiras, as crianças fazem malabarismo, limpam vidros, vendem amendoim, balas, flanelas, pedem dinheiro. A cena, de tão comum e repetida, tornou esses pequenos brasileiros invisíveis aos olhos dos motoristas. Mas, por trás dela, está escondido o drama da exploração do trabalho infantil. O número de menores nos sinais de trânsito, cresce a cada dia.
Os programas sociais são ineficazes para tirar os menores do trabalho precoce. Em Curitiba, o “Resgate Social”, programa através do qual assistentes sociais e policiais, em conjunto, deveriam coibir exploração e acolher excluídos, hoje deixa a desejar.

Sinal vermelho que MP não vê
Outro programa criado por nós, na Prefeitura de Curitiba, “Educadores de Rua”, para orientar e reerguer os explorados e os caídos na mendicância, simplesmente acabou. Nos sinaleiros, os bebês são usados como ferramenta para obter dinheiro, as crianças menores apanham das maiores pela divisão do botim das esmolas, e as mesmas crianças ainda apanham de seus exploradores quando não levam a féria. Existe uma máfia da exploração da infância nas esquinas. E o Brasil finge que não vê o sinal vermelho. Alô, alô Ministério Público!
E tudo a média luz, crespúculo interior…
Por e-mail, peculiar “personal sex trainer” oferece curso de seus inusitados serviços às mulheres de Curitiba, no hotel Parthenon Val d´Isére, dia 22. Entre as matérias curriculares, história do strip tease, a mais antiga do mundo, e técnicas de tirar a roupa com arte, preparação do ambiente, relaxamento do parceiro, e ainda, aulas de coreografia. Assegura a propaganda que “as alunas saem do curso com coreografia montada”.

 

Na internet
Convido os leitores a visitarem o meu site: www.rafaelgreca.org.br Nele é possível conhecer a minha trajetória política. O leitor também poderá se informar sobre os projetos de lei propostos por mim e as notícias sobre o meu dia a dia como deputado estadual. Confira!

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- Postado em 14 de outubro de 2005, sexta-feira -

Cenas do confronto
E por falar em Álvaro, o deputado Rafel Greca (PMDB) caprichou na alfinetada e disponibilizou no sue site imagens do confronto entre policiais militares e professores, em agosto de 1988, no governo Álvaro Dias (1987-90). O confronto virou uma das pedras no sapato do senador.

Fonte: Coluna Informe Folha - Folha de Londrina / 14 de outubro de 2005


- Postado em 12 de outubro de 2005, quarta-feira -

A jornalista carioca Hildegard Angel, famosa colunista do Jornal do Brasil, disse-me que uma Ong carioca, que luta pelo desarmamento, recebe um milhão de libras esterlinas por ano, já há três anos, da indústria de armas britânica, para fazer campanha contra as armas fabricadas e vendidas no Brasil. A ONG, líder da campanha nacional pelo desarmamento, finge não saber qual o interesse inglês. É óbvio: proibida a venda de munição e armas nacionais, os ingleses conquistam o mercado negro de armas no Brasil. Sobra para eles. Afinal, o Paraguai é logo ali.

Proibir termômetros não acaba com a febre
“Proíba-se a compra e o uso de termômetros e não haverá mais febre no país”. Esta, a genial comparação que o cronista Carlos Heitor Cony utilizou para falar do Referendo proposto pelo governo Lula, de sim ou não, à venda de armas no Brasil. Para Cony, o plebiscito “trata-se de um escapismo, uma forma que a tal sociedade ética e transparente encontrou para, mais uma vez, empurrar com a barriga um dos problemas mais agudos do nosso tempo: a violência”. Diz o cronista que, proibidas as armas legais, “uma faca, um caco de vidro ou de lata de cerveja, farão vítimas do mesmo modo. A violência não está nas armas. Está em nós mesmos, culpados que sabem o que fazem, inocentes que não sabem o que fazer”.

Ponto para quem é contra
“A compra de armas pode colocar um revólver na mesinha de cabeceira ou no porta luvas do carro. Uma criança por distração, uma desavença doméstica, um bate-boca no trânsito, e haverá um estrago em forma de crime ou acidente. Ponto para quem é contra a venda de armas”. Escreve o impagável Cony.

Ponto para quem é a favor
“Os cidadãos éticos, transparentes, republicanos, cumprirão a lei, jogarão fora a arma que compraram no passado e não mais a comprarão no futuro. Literalmente desarmados, darão sopa aos bandidos que continuarão armados, eliminando a hipótese de uma reação por parte da vítima. Ponto para quem é a favor da venda de armas”. Observa o lúcido cronista Cony.

Moral do plebiscito
Os brasileiros nos dividimos em “Culpados que sabem o que fazem, inocentes que não sabem o que fazer”, conclui Carlos Heitor Cony, que vive no Rio de Janeiro, conflagrado pelas quadrilhas de traficantes, e declara que não votará no plebiscito sobre a proibição de armas de fogo.

Chiquita bacana
A tia, camareira de Carmem Miranda, trouxe a menina do morro da Mangueira para cantar no Cassino da Urca, depois de aprender postura de palco com a “Pequena Notável”. Orson Wells encantou-se com seu talento e quis levá-la para os EUA. Apaixonada pelo Rio, e pelo Carnaval, ela recusou. Fez-se Emilinha Borba (1923-2005), ”rainha do rádio”, ”favorita da Marinha”, cantora de 277 discos. Agora, parte das estrelas no céu do Brasil. Emilinha não partiu só, pois, no domingo, foi seguida por Clovis Bornay, dedicado funcionário do Museu Histórico Nacional, também ele, alma de velhos carnavais, que não voltam mais.

Roma eterna e moderna
Roma inaugurou o Ara Pacis Augustea, projeto do arquiteto norte-americano Richard Méier. Levou dez anos a obra de revitalização do túmulo do imperador Augusto, sucessor de Julio César. Ambos, personagens de “Roma”, produção BBC/HBO, orçada em US$ 100 milhões. Em cena, a urbe de tijolos e terracota, antes de ser adornada com mármores ,pórfiros, lápis-lazulis, de suas conquistas. Preciosa reconstrução dos anos 52-44aC., data do assassinato de Júlio César, com ênfase às figuras de Julia Pia, Pompeu, Octaviano, Brutus, Marco Antônio, Cleópatra. Centuriões, lictores, legionários, pretores, senadores, filósofos, aurípices, cassandras e vestais, personagens de trama moderna, porque eterna.

Corrupção, sangue e sexo
O primeiro capítulo do seriado, em cartaz no canal a cabo HBO, às 22h todas as noites desta semana, mostrou uma “trepanação”, ou cirurgia de cérebro, feita por médico grego, com instrumentos cirúrgicos de época, e toda a sangueira que se possa imaginar. Também viu-se o mercado de escravos, onde os patrícios iam escolher seus parceiros. “Roma”, no dizer de Arthur Dapieve, é “corrupção, sangue e sexo sem culpas”. Qualquer semelhança com o Brasil, terá sido mera coincidência.

Entre tapas e abraços
“Roma” mostrou ainda a cúria do Senado romano, com os senadores togados de mantos brancos debruados de púrpura, imaculados apenas nas vestes. O seriado da HBO, também mostrou que brigas, sopapos e empurrões no Senado, tal qual assistimos hoje em Brasília, não são novidades. Há mais de dois mil anos, os senadores partiam para o deforço físico, precisando da ação da turma do “deixa disso”. A única diferença entre o Senado de hoje e o Senado clássico, é a presença das mulheres, naquele tempo, matronas reclusas. O professor e senador Darcy Ribeiro, genial criador do Sambódromo do Rio, já me disse: “o Brasil é uma eloqüente expressão de romanidade tardia”.

Louvando Maria
O Brasil católico dobra seus joelhos diante de Nossa Senhora da Conceição Aparecida. Graças vos damos, Senhora, Virgem por Deus concebida, doce Mãe do Redentor, Senhora Aparecida. Mãe negra dos despossuídos, santinha feita com o barro do leito do rio, encontrada partida, aos frangalhos, como a gente pobre do Brasil.

Na internet
Convido os leitores a visitarem o meu site: www.rafaelgreca.org.br Nele é possível conhecer a minha trajetória política. O leitor também poderá se informar sobre os projetos de lei propostos por mim e as notícias sobre o meu dia a dia como deputado estadual. Confira!

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