- Postado em 30 de junho de 2006, sexta-feira -

Ao tempo das reformas comandadas pela primeira ministra Indira Ghandi, os marajás perderam seus privilégios feudais, embora, vários deles tenham mantido ainda lendárias fortunas. Modernizados, trocaram seus vistosos séqüitos de elefantes por turbinados aviões a jato. De olho nesse mercado, o curitibano Tarcísio de Araújo Brandão, piloto de provas dedicadas a vendas da Embraer, vive em Chenai, no sul da Índia. Tarcísio veio a Curitiba rever seus irmãos Roque e Marcelo e a mãe D. Aydee, viúva do saudoso ministro Euro Brandão, também reitor da PUC, engenheiro e artista plástico. Retorna à Índia, via Alemanha, onde a Embraer aproveita o tempo da Copa para milhardários negócios.

Pedágio Ilegal
A Econorte é acusada de instalar praças de pedágio ilegais na região de Jacarezinho, perto da divisa com o estado de São Paulo. A concessionária que explora o pedágio nos trechos da BR 369 na região teria instalado as praças a partir de aditivos no contrato com o DER (Departamento de Estradas e Rodagem), feitos em 2002, supostamente ilegais. A Econorte que já explorava o pedágio na BR-369, entre os municípios de Cambé e Jacarezinho, por força do termo aditivo.

Jacarezinho dividida
A Econorte instalou mais outras duas praças de cobrança em Jacarezinho. Uma fica distante da outra apenas um quilômetro. Os acessos aos distritos de Ponte Nova e Ponte Velha ficaram com as passagens bloqueadas, o que dificulta a vida e o trânsito dos moradores. O pedágio provocou a divisão geográfica do município de Jacarezinho. A ligação do centro da cidade com o distrito de Marques dos Reis foi fechada pelas cancelas da Econorte, que exige R$ 7,90 por cada veículo que passar pelo trecho. Também ficou impedido o trânsito de 20 km entre Jacarezinho e Ourinhos (SP), intenso tráfego local, pois as duas cidades trocam mercadorias e serviços.

Museu fechado em Paranaguá
No livro, a professora Cecília Helm faz justiça ao doutor José Loureiro Fernandes, fundador em 1950, do ensino de Antropologia no Paraná e criador da Associação Brasileira de Antropologia, no Rio, em 1953. Melhor homenagem poderia ser a restauração do Convento dos Jesuítas de Paranaguá, onde o notável Museu de Arqueologia e Artes Populares, criado pelo professor Loureiro Fernandes, foi encaixotado pela atual gestão da UFPR, a pretexto de preservar o acervo de goteiras.

Antropologia memorada
Cresce a bibliografia paranaense com a importante edição do livro “Memória da antropologia no sul do Brasil”, de três autores: Cecília Helm, da Universidade Federal do Paraná, Sérgio Teixeira, da Universidade do Rio Grande do Sul e de Silvio Coelho dos Santos, da Universidade de Santa Catarina.

Cataratas sofrem com a seca
A vazão nas Cataratas das Iguaçu continua diminuindo. Na semana passada, o volume chegou a 298 metros cúbicos por segundo, de acordo com o monitoramento hidrológico da Bacia do Iguaçu, da Copel (Companhia Paranaense de Energia). A média em dias normais é de 1,5 mil metros cúbicos por segundo. Estiagem mudou o exuberante cenário, no fim de semana foi possível ver os pilares da passarela principal, e o portentoso paredão de basalto, leito do rio que nasce onde nascemos. No domingo à noite já choveu copiosamente em Piraquara e Curitiba. Se persistirem as chuvas, em dois dias as Cataratas devem ter sua vazão habitual restaurada.

Massaranduba maravilha
Pesquisa de Índice de Desenvolvimento Humano no Brasil apontou a pequena cidade a 178 km de Florianópolis como a terceira em qualidade de vida no país. O segredo seria a existência de colonos operários que, sem deixar de cultivas as suas terras, trabalham simultaneamente na indústria. As indústrias, instaladas na zona rural, convivem com plantações de arroz, banana e palmeira real, da qual se extrai palmito de excelente qualidade.
A receita de Massaranduba vale programa de governo, onde as cadeias produtivas sejam valorizadas. Onde se planta palmito é preciso ter a fábrica de palmito, onde se criam os porcos, é preciso ter a fábrica de salames, onde se planta soja, seria preciso ter as fábricas de óleo, sucos, alimentos.
O caminho de Massaranduba é uma receita de prosperidade para o Paraná.

Casa Lilás
Novo ponto de arte, artesanato e café - inaugura no Largo da Ordem, em frente ao Memorial de Curitiba, na antiga casa do coronel David Carneiro, depois residência Taborda Ribas. Imperdível o chocolate quente e a seleção de chás. O frio convida, neste começo de inverno curitibano.

Palha de milho na metrópole
Uma paranaense de Rio Negro, a artesã Doralice Horn, conquistou o público no Salão do Turismo — Roteiros do Brasil, em São Paulo. Doralice, há 30 anos cria e dá um sopro de vida a pequenos bonecos feitos com palha de milho, alguns tão minúsculos que formam presépios em cascas de pinhão. Os mais procurados são peças de jogo em tabuleiros de xadrez, mas os presépios e as figuras usadas em árvores de natal também atraem a atenção. Em Rio Negro, os bonecos de palha estão mostrados em museu no imponente Colégio Seráfico, antigo seminário franciscano transformado em sede da prefeitura.

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- Postado em 28 de junho de 2006, quarta-feira -

Não é teatro do absurdo. É a realidade do Brasil. O leitor Narciso Doro, presidente do Sindicato dos Contabilistas de Curitiba conta que uma empresa, notificada pela Receita Federal para quitar seus débitos à vista, quis atender a ordem do leão. Ligou para o número indicado na notificação oficial (41)3322-2036 e ouviu gravação: “este número mudou e não é divulgado a pedido do cliente. BrasilTelecom, a tecnologia próxima de você”.

Hotel Cassino vira Hotel Escola
O governo do Estado e a Fecomércio, Federação do Comércio, assinaram nesta semana a sessão do Antigo Hotel Cassino de Foz do Iguaçu para o Senac. Com o acordo, o cassino vira um hotel escola do Senac. Feliz idéia.

Tigre de papel
O Paraná é campeão da produção de papel e celulose da região Sul e é o segundo maior produtor de papel do país. Em 2004, o Estado foi responsável por mais de 1,6 milhão de toneladas de papel e 740 mil toneladas de celulose.
Para nosso orgulho, em Telêmaco Borba funciona o Centro de Tecnologia em Celulose e Papel do Senai, referência nacional e internacional.
A Fiep promoveu, semana passada, a ExpocelpaSul, o maior evento da indústria de papel e celulose.

Jardim Botânico no Norte
Londrina vai ganhar novo jardim botânico. O projeto é de Orlando Busarello, a construção já está autorizada pelo governador Requião. Terá portal em imensa escultura cinética, onde quinze colunas suportam cubo de placas metálicas que se movem, refletindo o sol do trópico de Capricórnio. Evocação do balanço das árvores aos ventos cálidos do norte do Paraná. Duas estufas refrigeradas vão acolher espécies exóticas. O contrário dos jardins botânicos europeus, ou mesmo do nosso em Curitiba, que tem calefação solar. O norte do Paraná, afinal, já é uma grande estufa, donde foi derrubada a frondosa mata das perobas rosas para dar lugar ao infinito cafezal.

Cidade jardim
Maringá, com seu horto, o Parque do Ingá, as ruas floridas de ipês amarelos e roxos, jacarandás, flamboyants e sibipurunas, já é toda ela, um outro Jardim do Trópico de Capricórnio.

Panela de barro
Morretes descobriu no turismo, na culinária típica, no artesanato caiçara, a invenção dos empregos: barreado, bananas salgadas crocantes, doces balas de banana, conservas de palmito, doces de frutas brasileiras, cachaça de alambique, molhos e conservas apimentados. Agora Morretes ganhará novo impulso, com a reciclagem da antiga fábrica na praça da Estação. O local será um bem equipado centro de convenções: Centro de Eventos do Litoral. Ponto para o prefeito Helder Teófilo dos Santos, para seu secretário de Turismo e Cultura, Rogério Tonetti.

Tropeços e calçadas
As calçadas de Curitiba - onde existem - são irregulares e escorregadias. Agrava o problema a atual falta de mão de obra especializada em assentar corretamente lousinhas e petit-pavês. Desapareceram os antigos mestres canteiros, calceteiros do granito e do mármore, do tempo do meu avô Greca. Para piorar, as concessionárias de água, gás e telefone, não assentam as pedras depois de destruírem calçadas no interminável remexer dos seus dutos.

Patrimônio cultural
Com todos os tropeços que provocam, as pedras das calçadas constituem parte valiosa do patrimônio cultural de Curitiba. Tanto aquelas, lousinhas e paralelepípedos em granito preto ou branco, obra de pedreiros italianos, como as pedrinhas feitas por mestres portugueses, chamadas petit-pavê. Estas, com desenhos de pinhas e pinhões, dentro da genial semi-ótica, simbologia paranista, do grande Lange de Morretes, vem do tempo do prefeito Cândido de Abreu(1913-1916). O Ippuc tem a missão de pensar a conservação das calçadas, e sua modernização, sem que se perca o patrimônio cultural que representam.

O que fazer?
São dois os caminhos: o primeiro é substituir os pisos por modernos pavers de argila cozida, ou por ciclovias de asfalto, ladeados por dutos definitivos, custeados pelas concessionárias de água, gás e telefone, cobertos de placas removíveis em concreto – podem ser floreiras de grama – mantendo apenas o meio-fio no granito histórico. As lousinhas podem ser aproveitadas em praças e parques, jamais jogadas fora. O segundo caminho é a restauração dos pisos tradicionais. Isto pede uma cidade feita à mão, com o treinamento de centenas de novos calceteiros. É o que mais me atrai.

A pior calçada de Curitiba
Na minha gestão de prefeito, para grande irritação minha, fizeram na rampa de acesso às novas capelas do Cemitério Municipal, a pior calçada de paralelepípedos de Curitiba, para minha vergonha. Logo eu, neto do velho mestre das pedras e da cantaria, Raphael Francesco Greca. A lei 8666, de licitações, pedindo sempre o menor preço, quase sempre compra o pior. Neste caso, parece que a construtora faliu. A solução que encontrei foi mandar cobrir parte da rampa com um “tapete” de cimento alisado. Só quem sobe por ali, não cai.

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- Postado em 23 de junho de 2006, sexta-feira -

É uma luta desigual, a dos brasileiros que ganham o pão do suor do seu rosto, com o lucro das grandes corporações financeiras. Aqui reside a suposta traição de Lula ao povo que o elegeu. A operadora de cartão de crédito Visa cobra 10,40% de juros ao mês, já a Credicard cobra 11,40% ao mês. Em contrapartida, a minguada poupança oferece 0,62% ao mês. Lula, ao invés de retirante, bem que pode ser um “sinhozinho pançudo”, que não está nem aí, e não sabe de nada, refestelado na casa grande do Palácio Alvorada, tendo Henrique Meirelles por feitor, desta grande senzala que é o Brasil.

Perversa matemática
Se você tivesse depositado R$ 100 na poupança, no dia primeiro de julho de 1994 – quando o ministro Ricupero lançou o Plano Real – hoje você teria R$ 374 na sua conta. Se, no mesmo dia, no mesmo banco, você tivesse sacado R$ 100 no cheque especial, quanto você hoje estaria devendo? Nada mais, nada menos do que R$ 139.259,00 (cento e trinta e nove mil duzentos e cinqüenta e nove reais).

Juros, só para eles
Com os R$ 100 do cheque especial, pela remuneração devida aos bancos – você ficaria devendo nove carros populares. Com os mesmo cem reais, pela remuneração da poupança, devida pelos bancos a você, só daria para comprar quatro pneus. O raciocínio veio das mãos de Paulo Hilário, maestro da famosa banda “Os Metralhas”. Estou perguntando à Fundação Getúlio Vargas, se a conta é correta. Se algum banco quiser desmentir, o espaço está aberto.

Peretti, centro empresarial
Lançado pela Construtora Hugo Peretti, portentoso novo centro de negócios, na Avenida João Gualberto, em Curitiba. Leva o nome da saudosa vereadora Laís Peretti, que faleceu há alguns anos, num inusitado acidente com um rebanho de gado, na estrada Alexandra-Matinhos. Para o lançamento, no 20º andar do belo prédio, exposição de arte contemporânea paranaense, com obras de Zimmermann e Jussara Age.

Adherbal, curitibano emérito
O jornalista bom caráter Adherbal Fortes de Sá Jr. recebe da Câmara Municipal da Capital, dia 30, o título de Vulto Emérito de Curitiba. Vem aí um belo discurso, conciso, irônico e historicamente bem fundamentado. Adherbal, espirituoso cronista, é autor do texto de “Cidade sem Portas”, notável musical de Paulo Vítola e Marinho Galera, sobre a história da nossa Vila da Luz dos Pinhais e do muito pinhão.

O leão não quis o Refis
O presidente da Fiep, Rodrigo Rocha Loures disse que o veto do governo federal à reabertura do terceiro Programa de Recuperação Fiscal “manifesta mais uma vez o viés fiscalista do Estado, em detrimento ao interesse econômico do Brasil”. A política de voracidade fiscal mata nossas “galinhas dos ovos de ouro”, não vê empresas como geradoras de riqueza e empregos.

Sanguessugas na corte
Entenda como funcionava o super faturamento de ambulâncias, na rede de corrupção que envolvia deputados federais, prefeituras e a empresa Planam. Esta procurava as prefeituras, propondo acordo para comprarem ambulâncias com recursos federais. Também falava com parlamentares, para incluírem a verba no orçamento.

Sanguessugas na base
As prefeituras procuravam esses parlamentares para liberarem emendas, que eram, então, apresentadas na área de saúde. O Ministério da Saúde aprovava os projetos. A licitação-padrão era dispensada. Os prefeitos convidavam a Planam para participar do processo – que toda vez vencia. Compras eram fragmentadas em valores inferiores a RS 80 mil. A compra era superfaturada, o dinheiro que sobrava era rachado entre a Planam e os parlamentares suspeitos de envolvimento.

Agenda Comum
Os industriais dos três estados do Sul apresentam, dias 28 e 29, uma agenda unificada no Encontro Nacional da Indústria, em Brasília. Pedem reforma tributária, política industrial, investimentos em infra-estrutura, política cambial, definição do ressarcimento do ICMS nas exportações e garantia de abastecimento e preço fixo do gás natural.

O preço do apoio
Para o segundo mandato, o presidente Lula promete aos partidos que o apoiarem, ministérios com “porteira fechada”. No jargão da barganha política de Brasília, isto significa que, quem tiver um ministério poderá preencher todos os cargos, de cima a baixo, inclusive nas estatais do governo. Lula tem garantido aos possíveis aliados, que o PT, hoje ocupando 16 das 33 pastas, perderá espaço.

João Batista e Salomé
Lula não quer acabar degolado, como o santo amanhã festejado, João Batista. Por isso, cede aos encantos de Salomé, ao contrário do profeta bíblico que disse “sepulcros caiados por fora e podres por dentro, melhor seria que não tivessem nascido”. Como sabem, o Evangelho refere que João Batista foi degolado por ordem de Herodes, como prêmio a uma dança erótica de sua enteada Salomé, a quem o santo desprezou. Em Brasília, são muitas as Salomés. Logo, infinitos os requebros e salamaleques no perverso festim do poder.

Feliz dia de São João, afinal a alegria popular é sempre o melhor consolo para a dura realidade.

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- Postado em 21 de junho de 2006, quarta-feira -

Não dá para entender porque a Secretaria da Agricultura barrou os produtos feitos com a essência de erva-mate, na Feira Sabores do Paraná, que acontece em julho em Curitiba. Ano passado, os cosméticos, sabonetes em barra, vaporizadores de ar, shampoos e condicionadores de cabelo, foram sucesso na mesma feira e abriram mercado para a exportação, para a Inglaterra e Canadá. Será que teria razão Tom Jobim, quando afirmou: “no Brasil, o sucesso é ofensa pessoal”. Débora Gil e Suelene Feltrin, microempresárias da Essencial Brasil, vão recorrer ao governador Requião, pelo direito de mostrar seu produto natural. Afinal, será que há algum outro sabor mais paranaense do que o mate? Ou o defeito do produto é ser típico do Paraná?

Olho por olho
Vocês já repararam nos discursos de Lula e Alckmin, entre um gol e outro da Seleção Brasileira? Pois é, muita gente ainda não prestou atenção. Mas aqui vai um resumo do que eles estão dizendo. Enquanto Alckmin, sobre o mensalão pergunta: “onde está o chefe dos quarenta ladrões?”, Lula responde: “o tempo vai mostrar a verdade. Nunca se combateu tanto a corrupção”, diz Lula. E Alckmin retruca: “jamais houve tal banditismo em esferas tão latas da República”. Para Alckmin, “o Brasil tem o crescimento do Haiti, está perdendo todas as oportunidades”. Para o presidente, “o Brasil entrou, definitivamente, na rota do crescimento”.

Dente por dente
Semana passada, no Rio, Lula disse que “só Deus conseguiria consertar, em quatro anos, o que não foi feito em quinhentos anos”. Alckmin, fazendo jus ao seu apelido de “picolé de chuchu”, respondeu: “os petistas estão de santo 15, o governo gasta muito e mal, mas nós vamos dar um choque de gestão”. Ora, doutor Geraldo, o que isso quer dizer, na cabeça de um torcedor, preocupado com o quadrado mágico do seu Parreiras. Por fim, Lula tira o ás da manga, realça sua origem humilde: “sei o que é passar fome, sou retirante, eles nunca imaginaram o que um operário poderia fazer na Presidência”.

Frente e verso
Na desconstrução da imagem do presidente, o tiro mais forte veio do meio do quadrado mágico. Desde a Alemanha, Ronaldinho, quando Lula perguntou se ele estava gordo, contra atacou: “ dizem que sou gordo, como dizem que Lula bebe muito”. Para o senador José Jorge, do PFL, candidato a vice de Alckmin, o caminho é por aí. O fato é que a oposição está perdida, diante da persistente e propalada popularidade presidencial.

Futebol exportação
Cresce a presença de brasileiros em seleções estrangeiras. Zico é o shogum, o manda-chuva da seleção japonesa. Felipão é o gajo-mor da seleção portuguesa, classificada na Copa, após derrotar o Irã por 2×0, com um gol do brasileiro Deco, naturalizado lusitano. Na seleção da Costa Rica, o técnico é um brasileiro nordestino. Entre os samurais de Zico, Alex Santos, brasileiríssimo de nascimento.

Arraial do Torto
Brasília esvaziada pelos feriados, só 50 convidados foram ao Arraial do Torto, montado para brindar São João pelo presidente Lula e dona Marisa, com reza sertaneja, forró e foguetório. Nossa primeira dama vestiu chita estampada, bandeirinhas do Brasil, no avental verde, babados amarelos e chapéu de palha. Nos cabelos, tranças loiras arrematadas de fitas azuis. Nosso mandatário usou camisa xadrez verde e amarela, vistoso girassol na lapela, e chapéu de palha desfiado. No pescoço, lenço com as cores nacionais. Muito quentão e lenha na fogueira.

Arte no silêncio
Em cidades tradicionais, entre elas Paranaguá, Morretes, Ponta Grossa e Curitiba, os cemitérios guardam tesouros de arte. Não é usual, a visita aos cemitérios, com o olhar voltado para a beleza artística e arquitetônica dos jazigos. Clarissa Grassi foi buscar, sem preconceitos, na arte cemiterial, o tema para um belo e inusitado livro de fotografias: “Um Olhar:Arte no Silêncio”, a ser lançado nesta quarta-feira, 21, no Solar do Barão do Serro Azul, em Curitiba. Baseado no estudo de Clarissa, este deputado está pedindo à Secretaria da Cultura, o tombamento como patrimônio histórico de alguns cemitérios do Paraná. Antes de Clarissa Grassi, o famoso crítico de arte brasileira, Clarival do Prado Valadares já escreveu um importante livro de arte cemiterial.

Biodiesel é moda
Lula veio a Curitiba lançar o programa de biodiesel da Petrobrás. Uma tímida adição de 2% de óleo vegetal no combustível fóssil poluente. Requião aposta no acesso do agricultor familiar ao programa de biodiesel, como diferencial do Estado do Paraná. Para ter acesso aos benefícios fiscais oferecidos pelo Governo Federal, as usinas de biodiesel precisarão ter o selo social do Ministério do Desenvolvimento Agrário. As usinas terão de comprar 30% da matéria-prima dos pequenos agricultores, que em nosso Estado, terão orientação para firmar contratos antecipados de compra de produção.

Escala industrial
Este deputado defende a produção de etanol e metanol, em grande escala, a partir de bagaço e palha de cana-de-açúcar, de pinhão manso ou de capim-elefante. Cooperativas e empresários do Vale do Ivaí e a Copel, já concluíram business plan, ou plano de negócios, capaz de atrair investidores europeus, interessados neste que é o negócio do século.

Queira Deus, amanhã, a pátria em chuteiras vença gloriosamente os samurais do futebol.

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- Postado em 20 de junho de 2006, terça-feira -

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- Postado em 18 de junho de 2006, domingo -

Para conseguir votos, até os opostos se atraem
ELEIÇÕES-Candidatos compartilham campanha na chamada “dobrada eleitoral”

Um é católico, O outro, evangélico. O primeiro, como ele próprio se define, é de família tradicional de Curitiba. O segundo, sindicalista. Também não fazem parte do mesmo partido político. Um é do PMDB, que terá o governador Roberto Requião como candidato à reeleição. O outro, é coligado ao PPS, que vai lançar Rubens Bueno para o governo do estado. Apesar de poucas características em comum, o deputado estadual Rafael Greca – que tenta a reeleição – e o vereador Manassés Oliveira – pré-candidato a deputado federal – estarão de “braços dados” nas eleições de outubro.

Esse pragmatismo, ou fisiologismo, para se ganhar a eleição, com políticos se apoiando mutuamente, são as chamadas “dobradas eleitorais”. Elas funcionam da seguinte forma: um candidato que tem votação expressiva apóia um outro candidato a outro cargo eletivo que precisa angariar votos, pois ainda é inexpressivo, desconhecido em determinada região.

Eles dividem a estrutura de campanha – como carros de som, folhetos e cabos eleitorais –, cumprem a mesma agenda e posam juntos para fotos. O candidato mais procurado para fazer uma “dobrada” é normalmente aquele que está mais próximo à base eleitoral, que tem mais tempo de mandato e recebeu mais votos nos pleitos anteriores.

Definição

Essa manobra, que confunde o eleitor, é difícil de ser explicada até mesmo por cientistas políticos. “Na realidade, essas ‘dobradas’ são trocas de favores, nas quais mais de um político se beneficia”, afirma o professor de Ciências Sociais Renato Perissinotto, da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Essa transferência de votos é estranha. É um loteamento eleitoral e afeta a autonomia do eleitor. O cidadão vota em um candidato e alimenta outra candidatura”, diz.

“E se é permitido legalmente, é pouco provável que o político vá deixar de aproveitar a oportunidade. Dentro do contexto de regras, um não vai abrir mão se o outro faz. Deveria haver mudanças na legislação eleitoral”, opina Perissinotto.

A confusão em relação às “dobradas” e a mistura que elas provocam causam divergências entre especialistas no assunto. “Sendo políticos do mesmo partido, não vejo problemas em haver a ‘dobrada’. O que as pessoas não entendem é que o voto é para o partido, e não para a pessoa. Hoje vivemos baseados no voto personalista”, opina Luciana Veiga, professora de Ciências Sociais da UFPR.

Ela explica que a idéia dos candidatos é obter o maior número de votos para o partido ao qual pertencem. “Se o político é um puxador de votos, vai atrair a maior quantidade de votos para o partido.” Luciana admite, no entanto, que é um problema sério quando políticos de partidos diferentes fazem parceria durante a campanha.

Segundo a professora, essa é uma estratégia partidária pragmática e o retorno eleitoral é dado ao cidadão quando o partido consegue maior bancada no Legislativo. “Tendo um maior número de políticos com mandatos, consegue-se levar mais recursos para a região. É a maximização partidária”, diz.

Caio Castro Lima

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DEFESA

Parceria faz diferença nas urnas

O deputado estadual Rafael Greca é um especialista em “dobradas”, que admite só ter conseguido ser o deputado federal mais votado da história do Brasil, com 236 mil votos, graças a esse tipo de manobra. Ele, no entanto, não se importa com a filiação partidária do parceiro. “Gosto muito da idéia de dividir esforços de campanha. É menos custoso, mais prático e permite a ampliação do número de votos”, afirmou. Greca diz ainda que, em 1998, quando se elegeu o parlamentar mais votado para o Congresso Nacional, fez cerca de 20 “dobradas” com candidatos a deputado estadual. Greca discorda do pensamento dos cientistas políticos. De acordo com ele, “quem vota em partido político geralmente é intelectual”. “Se a população de determinada região quiser tal ‘dobrada’, não vejo problemas. Faço, este ano, ‘dobrada’ com o Rodrigo Rocha Loures Filho (PMDB) e defendemos o mesmo governador. Já com o vereador Manassés Oliveira, defendemos o bem comum”, explicou, admitindo que nessas “dobradas” há a troca de estruturas de campanha.

 


- Postado em 16 de junho de 2006, sexta-feira -

Os patrões podem deduzir parte de seus gastos com empregados domésticos no Imposto de Renda da Pessoa Física. O Congresso Nacional aprovou esta lei, antes Medida Provisória presidencial. Mas, prestem atenção, o valor da dedução é sobre o salário mínimo nacional, R$ 350, e não sobre R$ 429, o salário mínimo regional do Paraná. Mesmo assim, há boa vantagem para os empregadores. Doze por cento de R$ 350 significam R$ 42 por mês, ou seja, R$ 378 quando fizer a declaração para o ano base de 2006.

Mas vale só para um
O desconto só cabe a um empregado por contribuinte. Logo, apenas um empregado por CPF. Ainda não está decidido se o 13º salário entra ou não na dedução. Insaciável,o leão do Imposto de Renda resiste.

Sinistra indústria do medo
Com o mundo multimídia, a informação em tempo real, cresce o medo individual e coletivo. A emoção sinistra parece nos dominar . Temos medo da gripe aviária, da febre aftosa, do PCC, da aids, das pragas, do rota vírus, de grandes viroses, graves endemias. O crescimento do terrorismo global nos mantém em constante estado de ansiedade. Hugo Chavez e Evo Morales também dão medo. A Bolsa de Valores cai pelo medo. O petróleo sobe por medo. O potencial para ocorrência de um colapso catastrófico nos inquieta. As ameaças do aquecimento global nos causam frio na espinha. Tememos pela segurança do nosso emprego, pelo futuro do nosso negócio, pelo pagamento dos impostos, pela volta de nossos filhos, cada dia, são e salvos para casa. Tememos as dívidas, em vida e depois da morte. Cada vez mais temos medo de viver, e medo de morrer.

Duas opiniões
A primeira poeta paranaense, Júlia da Costa, na Paranaguá melancólica do século 19, escreveu: “tenho medo de tudo que é presente, tenho pena de tudo que é passado. O presente é uma flor cheia de espinhos, o passado, um perfume evaporado”. Já, o presidente dos Estados Unidos, no pós-guerra, Franklin Delano Roosevelt, declarou: “não temos o que temer, a não ser o próprio medo”.

Melhor remédio
Contra o medo, a fé é o melhor remédio. A Escritura Sagrada consola os mortais, em diversos livros e passagens. Em Isaías (41;10), Deus nos diz: “Não tema, estou com você, sou o seu Deus. Eu o fortalecerei e ajudarei. Eu o sustentarei com a minha mão direita vitoriosa”. Mas é São Pedro, na sua Epístola(5;7), quem manda que nos livremos de nossos medos: “Lancem sobre Deus toda sua ansiedade, porque Ele tem cuidado de vocês”. Valha-nos Deus, contra o medo de perdermos a Copa do Mundo, ansiedade nacional desta Pátria em chuteiras…

Alckmin vai ter que explicar
O jornalista Elio Gaspari, mordaz e lúcido, dá argumentos para o programa eleitoral do PT atacar Alckmin: “O ex-governador de São Paulo, hoje candidato do PSDB/PFL à sucessão de Lula, é caso único de governante que, depois de confiscar um desconto nos transportes públicos de uma cidade, espera eleger-se com os votos de seus habitantes. Em janeiro do ano passado, o doutor Alckmin tungou um rebate de 10%, que o metrô de São Paulo dava aos usuários que compravam dois bilhetes. Além disso, comeu metade do bônus oferecido a quem comprava dez passagens. Mordida de um real para cada vítima”.

É caro ser pobre
“O metrô de Nova York cobra dois dólares por bilhete, mas oferece diversas modalidades de desconto. Quem compra um cartão de 10 dólares, ganha uma viagem grátis. “Para o usuário que vai e volta do trabalho todos os dias, o metrô de Alckmin cobra R$ 105,00 (US$ 46 mensais), sem choro nem vela. Coisa de cidade rica. Em Nova York, burgo de miseráveis, esse mesmo trabalhador paga US$ 38 por um cartão que lhe permite viajar quantas vezes quiser, durante um mês. Lá houve coque de gestão, aqui, choque de burrice”, conclui Elio Gaspari.

Pastoral dos surdos
Deficiência auditiva não impediu o belo trabalho pastoral de Wilson Czaia, ordenado diácono esta semana, pelo arcebispo de Curitiba. No fim do ano, Wilson receberá as ordens sacerdotais. O novo padre é fruto da Pastoral dos Surdos de Curitiba, dirigida pelo padre Ricardo Hoepers, da igreja São Francisco de Paula, no Batel.

Sion centenário
Hoje, em Curitiba, a comemoração dos 100 anos do tradicional Colégio Sion. Fundado com o nome de Colégio dos Santos Anjos, depois Notre Dame de Sion, na praça Santos Andrade, mesmo endereço onde mais tarde funcionou o colégio Santa Maria, dos Irmãos Maristas. Houve duas fundações do Sion na capital do Paraná. A primeira em 1906, a outra em 1938. As primeiras freiras deixaram o Paraná na epidemia de gripe espanhola de 1917.

Pioneiro em Montessori
O Colégio, de elite, é famoso pelo pioneirismo no uso do método pedagógico revolucionário da educadora italiana Maria Montessori. A sede atual, no coração do Batel, entre as ruas Vicente Machado e Dom Pedro, já foi endereço do Automóvel Clube do Paraná. O Sion tem ainda um outro colégio na Solitude, antigo mosteiro na periferia da cidade, local de orações da venerada Mére Belém, hoje completamente envolto pela malha urbana. A Irmã Maria Cristina – ou Soeur Cristina – convida para caminhada, passeio ciclístico, missa e visita ao colégio, e almoço em Santa Felicidade, no imenso restaurante Madalosso.

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- Postado em 14 de junho de 2006, quarta-feira -


- Postado em 14 de junho de 2006, quarta-feira -

Pela terceira vez foi a leilão o terreno da Rodoferroviária de Curitiba, por causa de dívidas trabalhistas da antiga Rede Ferroviária Federal S.A. O terreno foi vendido em leilão por R$ 7,5 milhões, para quitar os débitos da Rede com José Luiz Ribeiro, autor da ação. Os compradores, mantidos em sigilo, são investidores do interior do Paraná. A RFFSA enfrenta mais de duas mil ações trabalhistas e, na maioria delas, a garantia é a importante área no centro de Curitiba. Desde 1969, o terreno entre as avenidas Afonso Camargo e Maurício Fruet está cedido, por 40 anos, em comodato à Prefeitura de Curitiba. O prazo expira em 2009.

Duas novas rodoviárias
O procurador do município de Curitiba, Maurício Ferrante, disse que não interessa à administração ficar com a área. Declarou aos jornais que a Prefeitura prefere comprar duas novas áreas, uma no Atuba, outra no Pinheirinho, para construir duas novas rodoviárias: a do norte e a do sul.

Pergunta à Prefeitura
Não vale a pena arrematar, de uma vez por todas, esta área estratégica para a implantação de terminais e serviços metropolitanos? Uma cidade com orçamento em torno de R$ 4 bilhões, não pode dispor de alguns milhões para investimento numa área vaga, que é das poucas existentes na área central?

O que é Corpus Christi?
Amanhã, festa da Igreja Católica chamada Corpus Christi. Celebração da doutrina que prega a eterna presença de Jesus Cristo no pão e no vinho consagrados durante as missas. A festa vem de longe. Remonta ao ano 1264, quando o Papa Urbano IV instituiu a celebração para toda a Igreja universal, atendendo pedido de uma freira holandesa, a irmã Juliana de Flandres.

Tapetes votivos
No Brasil, desde o tempo colonial, as ruas cobrem-se de flores, serragens coloridas, pó de café, vidrilhos, pedrinhas e areias dos mais vários matizes.
A alma do abençoado povo brasileiro retrata assim a sua religiosidade.
Arte do efêmero,os painéis artísticos são confeccionados , sobre as pedras e o asfalto das ruas, pelas comunidades, antes da aurora. Quando raia o dia, a procissão passa com o Santíssimo Sacramento sobre os tapetes votivos.
E todo o esforço desaparece sob os pés da multidão de fiéis.

Fé pop
Amanhã, no Centro Cívico de Curitiba, após a tradicional procissão de Corpus Christi, a Igreja Católica promove show de música religiosa: bandas gospel, solos dos padres cantores Reginaldo Manzotti e Antonio Maria. A jornada exige fôlego. A missa do dia da Eucaristia começa às 3 da tarde e o show termina às 9 da noite.

Viva a pracinha do Batel
Curitibanos em pé-de-guerra contra a prefeitura. João Michelotto, Vera Ling e Caio Soares esbravejam contra o novo e discutível shopping, no ex-Bosque Isabel Gomm. A Prefeitura de Curitiba quer destruir a histórica e aprazível "pracinha do Batel", derrubando ipês, desrespeitando a glorieta do Barão do Serro Azul, rachando-a a meio, para beneficiar os proprietários do shopping. Um absurdo.”Coisa de quem chegou ontem à Cidade e desrespeita a nossa história”, diz moradora do edifício Napoleão Sbravatti. A panela vai ferver ainda mais: há quem defenda a abertura da rua D. Pedro II além do portão do privilegiado condomínio Springfield.

Superação de limites
Adriana Gummz é uma jovem paranaense tetraplégica. Mesmo assim, através uma máquina especial, criada por seu avô, escreve livros. Palavras e letras passam num diorama, e Adriana as escolhe com o único movimento que consegue fazer: tecla as letras lançando a cabeça para trás. Já são oito os títulos de literatura infantil escritos por Adriana. Foram lançados no último sábado, na Biblioteca Pública, em presença da escritora.

Maqueteiros
Surge no Paraná uma empresa especializada em maquetes arquitetônicas. A proposta é transformar, em terceira dimensão, plantas e projetos. Os modelos reduzidos já foram utilizados por grandes mestres do desenho, Leonardo da Vinci, Michelangelo, Borromini, Bernini, entre eles. Mistral Consult, a empresa curitibana, fica num sobrado da rua Coronel Luiz José dos Santos. Acesse: mistralconsult@click21.com.br. Para vender uma idéia, às vezes é melhor materializá-la em terceira dimensão.

Cruz Vermelha high-tech
Inaugurada a ala nova do Hospital da Cruz Vermelha: dos 90 novos leitos, 16 são de UTI high-tech, humanizada por iluminação solar. A Secretaria de Saúde pleiteia 30% deles para o atendimento ao SUS. Lauro Grein, os sócios do grupo Positivo, Cixares Vargas, Renato Vaz, Samuel Lago, Rubens Formighieri, Oriovisto Guimarães e os médicos Jerônimo Fortunato e Ipojucan Fraiz comemoraram o novo espaço.

Grêmio das Violetas
Com aparelho de hemodinâmica de um milhão de reais, o novo hospital, onde cinqüenta estudantes do UnicenP serão iniciados na arte da medicina - um professor por aluno - cumpre sonho humanitário das integrantes do “Grêmio das Violetas” do Clube Curitibano. Em 22 de abril de1917, as jovens trouxeram a Cruz Vermelha para o Paraná, lembrou o sempre elegante Lauro Grein, cronista e médico, desde 1947 na presidência da Cruz Vermelha.

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- Postado em 07 de junho de 2006, quarta-feira -

O Ministério Público Federal do Paraná, na maior investigação jamais feita neste país, descobriu grupo de 64 doleiros que, entre 1996 e 2003, enviou ilegalmente para fora do Brasil cerca de U$S 20 bilhões.
O mercado paralelo de dólares, alimentado por dinheiro, sem origem declarada, proveniente de caixa 2 de empresas, tráfico de drogas ou corrupção, pode movimentar cerca de U$S 63 bilhões por ano no Brasil, dizem as investigações.
Nossos procuradores e delegados da PF, na operação CC5 contaram com documentos enviados por promotores dos EUA. Afinal, após o 11 de setembro, as autoridades judiciárias norte-americanas passaram a se interessar pelos dólares voadores, buscando os recursos de grupos terroristas. E aí apareceram os personagens da CPI do Banestado.

Bandeira do Divino no asfalto
Na capital, bairro do Boqueirão, ao lado da Rua de Cidadania, padre Carlos Kleina revive tradições rurais arcaicas. O sucesso é estrondoso. Domingo, a missa de Pentecostes, com a coroação do Imperador e da Imperatriz, e as tradicionais cantorias da Bandeira do Divino Espírito Santo, reuniu uma pequena multidão. A Festa do Divino, desconhecida dos curitibanos modernos, vive na memória dos migrantes, seja do litoral, seja de SC, seja do interior do PR. É uma festa brasileira colonial, que fala do Reino do Espírito Santo, onde o pão é abundante, nada falta, as prisões estão abertas por ausência de delinqüentes, e a música do povo invade ruas e igrejas. O rito, promovido pela rainha Santa Isabel, começou em Portugal, nos idos de 1200, ao tempo do rei Dom Diniz, quando surgiam a nação e a língua portuguesa. Foi proibido pela Inquisição, mas sobreviveu nos sertões do Brasil.

Corvo não come corvo
A crise do mensalão completou um ano ontem. Executivo, Legislativo e Judiciário não desempenharam a contento suas funções. O Brasil entrou numa apatia que beira a amoralidade. São poucas as punições, o presidente Lula – que parece ter convencido a torcida de que “nada sabia sobre o assunto”- é favorito à reeleição.
Roberto Jéferson e José Dirceu caíram, a cueca cheia de dólares derrubou a cúpula do PT, mas, surpreendentemente, no Congresso Nacional, foram muito poucos os cassados. Seria a aplicação na nossa triste história de um ditado antigo: “Corvo não come corvo”.

Poule de dez
Luiz Renato Ribas lança o livro “Esses cronistas super-heróis e suas mancadas maravilhosas”. Na obra impressa e no site www.cavalolouco.com.br , o ex-cronista de turfe, que já foi editor da revista TV Programas, fala de corridas de cavalos na capital e no interior, de estórias e história do turfe paranaense. Ribas lembra o pioneiro Prado Jacome, na Curitiba de 1874, instalado onde hoje é o Asilo Nossa Senhora da Luz, na avenida Marechal Floriano. A colossal arquibancada de madeira, de 1899, com 700 lugares, no mesmo Prado Velho onde, desde 1928, está a atual arquibancada de concreto, hoje museu da PUC. Por fim, o ano do centenário do Paraná, 1953, quando o tropel passa para o Hipódromo do Tarumã.

Deus não é surdo
É de enlouquecer o mais calmo dos mortais. Pasmem, quarta-feira passada, na Boca Maldita, calçadão da rua XV, a prefeitura de Curitiba “promovia a saúde”, num ensurdecedor palanque de música high-tech, exortando ao exercício. Em outro, gritava contra o tabagismo. Um vereador, Bíblia gigante na carroceria de trio elétrico, esbravejava contra a Câmara Municipal, que não votou favorável ao seu projeto de instituir o “Dia da Bíblia”. Por favor, Deus é amor, mais silêncio do que barulho. E não é surdo. O prefeito Beto Richa não merece o que a ausência absoluta da fiscalização do urbanismo está fazendo com a sua biografia.

Capitãs da indústria
Ezilda Bezerra, toca a Caltec Química Industrial, em Rio Branco do Sul. Roberta Comin manda na Metais Imperatriz, importante metalúrgica de Loanda. Lucia Figueiredo e Geny Iarema, assinam griffes de exportação, em Cianorte e Imbituva. Kozue Imai, em Maringá, Curitiba e Londrina, lidera as empresas Maringá Soldas e Artenge Construção Civil. Úrsula Kayser, em Marechal Cândido Rondon, chefia a produção da Gráfica Escala. Joice Roncaglio, vê o sucesso da sua Companhia do Queijo, em Foz do Iguaçu. Nereide de Souza, manda na Cara Metade, importante fábrica de bonés de Apucarana. Magrid Teske, preside a Herbarium, de Curitiba. Com Dona Esther Cunha Mello, que foi a última presidente dos Pianos Essenfelder, são dez mulheres. Foram homenageadas pela Fiep, no livro “Capitãs da Indústria”.

Cruz Vermelha renovada
Inaugurou na manhã de ontem o novo Hospital Cruz Vermelha, construído na avenida Vicente Machado, na nossa capital, ao lado do prédio antigo da benemérita instituição. O UnicenP, do grupo Positivo, fez convênio com a Cruz Vermelha, para ali instalar o seu curso de Medicina.Ponto para Lauro Grein, médico , escritor, e benemérito presidente da Cruz Vermelha e do Instituto Histórico do Paraná. Ponto para Oriovisto Guimarães que amplia seu centro universitário.

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