- Postado em 15 de abril de 2007, domingo -

A iniciativa vai regularizar moradias de 12 mil famílias no bairro, localizado em Piraquara. Os morados do bairro Guarituba, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, conheceram ontem o projeto urbanístico do Novo Guarituba. “O governo Requião tem duas grandes tarefas neste projeto: salvar os mananciais de Curitiba e ao mesmo tempo respeitar as 12 mil famílias que vivem na região entre os rios Iraí, Piraquara e Itaqui. Para isso, o governador está realizando um grande esforço para erguer este povo, organizar os endereços e as moradias, e ao mesmo tempo salvar os mananciais de água, que garantem 70% da água consumida na Grande Curitiba”, afirmou o presidente da Cohapar, Rafael Greca.

O projeto do governo do Paraná é executado pela Cohapar, em parceria com o Ministério das Cidades, Caixa Econômica Federal, Prefeitura de Piraquara, Sanepar, Copel, Mineropar, Comec e secretarias estaduais do Desenvolvimento Urbano, Planejamento e Meio Ambiente. “Resolvemos, em vez da violência e do despejo, fazer a recuperação da área, com saneamento, arruamento e construção de casas. Este é um projeto belíssimo de urbanização”, afirma o governador Roberto Requião. “Estamos contando com o apoio do governo federal, através da Caixa Econômica Federal, que nos repassou R$ 50 milhões a fundo perdido”, completa.

O objetivo do encontro foi detalhar os benefícios que serão realizados na área e explicar as etapas de execução do maior projeto de regularização urbana do País. Para Rafael Greca, a medida mais importante neste momento é conciliar todos os envolvidos no projeto. Para a área do Novo Guarituba serão transferidas as 803 famílias que moram hoje na área de mananciais. Novas casas serão construídas na área do Guarituba, o que garantirá a permanência da população no bairro. Além disso será realizada a urbanização da região, onde vivem de forma desordenada cerca de 44 mil pessoas.

A urbanização da área, que já está sendo executada, vai implantar um sistema de drenagem de águas da chuva, sistema de esgotamento sanitário, pavimentação e paisagismo das vias públicas, além de complementar as redes de água e energia existentes. As obras de macrodrenagem já começaram no trecho paralelo ao canal extravasor do rio Iraí. A Sanepar já iniciou a construção de 20 mil metros de rede de esgoto na área, que atenderá cerca de 4,5 mil moradores.

Para o prefeito de Piraquara, Gabriel Jorge Samaha, as obras de esgoto são muito importantes. “A Sanepar está construindo saúde na maior área de ocupação irregular do Paraná, porque esgotamento sanitário é saúde”, afirma. O empreendimento contempla ainda a construção de espaços destinados à integração social, lazer, saúde, cultura, educação e cidadania. O projeto urbanístico do Novo Guarituba integra o programa Direito de Morar, da Companhia de Habitação do Paraná, criado para enfrentar a questão das ocupações irregulares nas cidades do Paraná.
 

Publicado no Diário Popular - 15/04/2007


- Postado em 04 de abril de 2007, quarta-feira -

Reprodução de material de divulgação do aquecedor solar alternativo.A Companhia de Habitação do Paraná vai adotar o sistema ecológico de aquecedor solar feito de embalagens longa-vida e garrafas PET usadas. O anúncio foi feito pelo presidente da Companhia, Rafael Greca, após a apresentação do sistema, realizada pelo secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Rasca Rodrigues. “Nós vamos acolher nos empreendimentos da Cohapar a idéia dos aquecedores solares feitos de materiais recicláveis, assim como todas as idéias que poupem água e energia e que busquem o desperdício zero”, disse. “Vamos começar na Vila Zumbi dos Palmares, em Colombo”, completou.

A proposta do sistema, que integra o programa Desperdício Zero, coordenado pela Secretaria do Meio Ambiente, é proteger a natureza e proporcionar conforto às famílias carentes. “Além de dar um destino a embalagens que certamente poluiriam a natureza, vamos possibilitar o uso de água quente às famílias de baixa renda”, destacou o secretário Rasca Rodrigues. “O sistema é o mesmo dos aquecedores solares produzidos industrialmente, conhecidos tecnicamente de termo-sifão. A diferença está no material utilizado”, explicou Rasca.

De acordo com Rafael Greca, a implantação do sistema trará benefícios sociais, ambientais e econômicos. “Esse sistema, que terá custo de R$ 100 por unidade, vai melhorar a economia familiar, já que haverá redução no consumo de eletricidade. Um aquecedor solar de uma casa eqüivale ao 14º ou 15º salário para famílias que vivem de um salário mínimo”, disse o presidente da Cohapar.

Reciclagem de garrafas

De cada 100 garrafas PET vendidas no Paraná, somente 15 são recicladas, o que significa que 85 garrafas são jogadas no meio ambiente. O consumo de embalagens longa-vida chega a 400 milhões de unidades por ano, das quais 240 milhões são lançadas no meio ambiente. “As famílias que adotarem o sistema, estarão ajudando a economizar energia, a manter limpo o meio ambiente e a eliminar a PET do aterro sanitário. Plástico não acaba, dura para sempre, então que dure na forma de aquecedores solares, fazendo a população economizar energia”, afirmou Greca.

Durante a reunião foram apresentados o DVD e o manual com informações sobre o aquecedor e as oficinas de confecção, realizadas em todo o Paraná, para montagem do aquecedor solar feito à base de materiais recicláveis. O aquecedor solar também representa alternativa de trabalho e geração de renda para associações de coletores. Para a montagem do aquecedor solar com capacidade para esquentar a água para banho de quatro pessoas são utilizadas 200 embalagens longa-vida e 200 garrafas PET.

FUNCIONAMENTO

As garrafas PET, embalagens longa-vida e canos de PVC são utilizados para confeccionar o painel que serve para aquecer a água. As embalagens recortadas e os canos são pintados de preto para absorver a energia solar e transformá-la em calor. As garrafas envolvem os canos por onde passa a água e mantém o calor através de efeito estufa. A água sai da caixa d’água em temperatura ambiente, passa lentamente pelo sistema, eleva a sua temperatura e volta para a caixa. Após seis horas, em média, nesse ciclo constante a água pode chegar a uma temperatura de até 38º Celsius no inverno ou 50º no verão.

Com o uso do aquecedor é possível economizar até 120 quilowatts de energia elétrica por mês para esquentar água utilizada em dois banheiros. O manual para montagem de aquecedor solar com materiais recicláveis está disponível no site da Secretaria do Meio Ambiente (www.pr.gov.br/meioambiente).
 

Publicado no jornal Diário Popular - 04/04/2007



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